Mercosul: novas placas não serão mais obrigatórias, diz Bolsonaro

O presidente da República usou a internet para avisar que a troca só será imperativa para carros novos ou em casos de furto ou danos

Andrews Nery/Especial para o Metrópoles

atualizado 22/01/2020 17:00

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou nesta quarta-feira (22/01/2020) que não será mais exigida a placa Mercosul nos veículos em casos como trocas de município. As atuais valerão até o fim da vida útil do automóvel, informou o chefe do Planalto. O novo dispositivos seguirá necessário para carros novos ou após furtos ou danos.

A medida economizará R$ 2 bilhões ao ano para a sociedade, estimou Bolsonaro em série de posts no Twitter.

“Não será mais necessário trocar de placas sempre que trocar de município. As medidas adotadas significam R$ 2 bilhões/ano de economia para sociedade”, escreveu Bolsonaro.

A troca, que passaria a ser obrigatória a partir de 31 de janeiro, era prevista na Resolução 729/2018, ainda no governo do ex-presidente Michel Temer. De acordo com Bolsonaro, as placas custariam o dobro do preço das atuais e “seria um negócio bilionário para os fabricantes”.

Bolsonaro explicou que as primeiras tentativas para unificar os modelos de placas dos países do Mercosul iniciaram em 2010 durante o governo do petista Luiz Inácio Lula da Silva. A placa Mercosul, contudo, foi “efetivamente” criada em 2014, na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff.

“O nosso governo visando não trazer prejuízo para os proprietários fez alterações na nova placa. Retiramos a exigência de chips e dispositivos refletivos, por exemplo”, completou. “Seria um negócio bilionário para os fabricantes de placas evitado por nós.”

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