DF: placa padrão Mercosul será obrigatória a partir de fevereiro

Carros emplacados antes dessa data não precisam fazer a troca. Diretor do órgão afirma que equipamentos darão mais segurança

Andrews Nery/Especial para o MetrópolesAndrews Nery/Especial para o Metrópoles

atualizado 10/01/2020 12:08

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) lançou o novo modelo de placas de identificação veicular (PIV) para veículos que rodarem no Brasil ou pela América do Sul. A iniciativa segue uma resolução do Denatran.

A medida prevê que os estados e o Distrito Federal têm até o dia 31/01/2020 para se adequar às novas regras. Sendo assim, a partir dessa data, a nova placa sera de uso obrigatório em veículos 0 km.

A instalação ou substituição da placa será obrigatória somente para os casos de primeiro emplacamento, mudança de categoria do veículo, roubo, furto, extravio ou dano da placa, mudança de unidade federativa e instalação de segunda placa traseira.

Ou seja, quem emplacar o veículo até o último dia deste mês não é obrigado a adotar o novo modelo. A simples substituição da placa cinza para a do Mercosul custa, em média, R$ 128 — mesmo preço de um primeiro emplacamento atual.

Segundo o diretor de veículos do Detran-DF, Harley Bueno, a medida tem como objetivo trazer mais segurança e aumentar a quantidade de combinações de letras e números para serem fornecidas aos motoristas.

“As combinações estavam acabando no atual sistema. Outro ponto é que com o QR code (existente na placa) vamos ter mais facilidade para identificar eventuais problemas”, afirmou.

Mudanças

As principais mudanças em relação ao modelo descontinuado foram:

  • Utilização da Bandeira do Brasil e do emblema oficial do Mercosul. O modelo descontinuado utilizava a bandeira do estado e o brasão do município
  • Uso de quatro letras e três números e não mais três letras e quatro número, como era feito no sistema anterior
  • Haverá também mudanças no processo de produção e comercialização das placas, além da dispensa do uso do lacre

A resolução não deve impactar a maioria da população, uma vez que a substituição das placas cinzas emplacadas antes da medida valer não são obrigatórias.

O novo emplacamento será feito por empresas credenciadas pelo Detran. A repartição não participa mais ativamente do processo, apenas encaminha os trâmites processuais para as empresas.

Ainda segundo Harley Bueno, o preço das novas placas deve ficar na mesma faixa de valor praticada na placa cinza (modelo descontinuado). “O Detran não interfere na política de preços. O que esperamos é que o valor seja o mesmo praticado no atual modelo. Não há elementos que justifiquem uma alta no valor”, ressaltou.

O credenciamento de emplacadores será realizado entre os dias 27 de janeiro e 20 de março de 2020.

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