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Operação no RJ: o que pesquisas revelam sobre opinião dos brasileiros

Pesquisas mostram divisão no país, com maior apoio entre moradores de favelas e da capital fluminense. Operação deixou ao menso 121 mortos

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Imagem colorida, megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão- Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida, megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão- Metrópoles - Foto: Reprodução/X

A megaoperação policial realizada na terça-feira (28/10) nos complexos da Penha e Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, repercutiu intensamente em todo o Brasil e no exterior. Diversos brasileiros se manifestaram em pesquisas sobre a ação, que terminou com 121 mortos — número que supera o do Massacre do Carandiru.

A operação, batizada de Contenção, é considerada a mais letal da história do Rio e do Brasil no século 21. O governo estadual mobilizou cerca de 2,5 mil policiais civis e militares, com o objetivo de conter a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e cumprir aproximadamente 100 mandados de prisão contra criminosos de alta periculosidade.

Saiba o que dizem pesquisas

Segundo pesquisa AtlasIntel divulgada nesta sexta-feira (31/10), 55,2% dos brasileiros aprovam a ação, enquanto 42,3% desaprovam. Outros 2,5% não souberam ou preferiram não responder. A divisão de opiniões é mais evidente entre quem não vive em comunidades.

Na capital fluminense, porém, o apoio é maior: 62,2% aprovam a ação e 34,2% desaprovam.

A pesquisa indica ainda que a maioria dos moradores de favelas do Rio é favorável à operação: 87,6% se disseram a favor e 12,1% contra. Considerando moradores de favelas em todo o país, o apoio é de 80,9%.

O levantamento da AtlasIntel entrevistou 1.098 pessoas de forma on-line por meio do Atlas RDR (recrutamento digital aleatório) de 29 a 30 de outubro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

Repercussão nas redes sociais

A megaoperação também gerou grande mobilização nas redes sociais. Um levantamento da Timelens, empresa de tecnologia e inteligência de dados, identificou 289.934 menções ao assunto entre terça (28/10) e quarta-feira (29/10).

Segundo a análise, 62% dos usuários se posicionaram a favor da operação, enquanto 32% fizeram críticas.

Os outros 6% expressaram medo ou neutralidade. O estudo observou postagens no X (antigo Twitter), YouTube, Facebook, Instagram e TikTok.

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Mais de 50 corpos foram localizados em comunidades
Corpos deixados em via do Rio
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Cadáveres foram deixados na Praça São Lucas, na Penha
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Corpos deixados em via do Rio
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Corpos deixados em via do Rio

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A megaoperação ocorreu em 28 de outubro
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Cadáveres foram recolhidos por moradores
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Alguns corpos estavam equipados com fardas camufladas
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RJ pede mais prazo ao STF para entregar imagens de megaoperação
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Megaoperação no Rio deixa mais de 100 mortos
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Testemunhas de algum crime ou incidente de segurança pública

Ainda no levantamento do AtlasIntel, os entrevistados foram questionados sobre terem presenciado crimes ou incidentes de segurança nos últimos três meses.

  • Na cidade do Rio, 57,6% afirmaram que sim; 42,4% disseram que não.
  • Nas favelas do estado, 70,3% disseram ter testemunhado crimes; 29,7% não.
  • No país como um todo, 73,8% afirmaram que não presenciaram delitos; 26,2% disseram que sim.
  • Entre moradores de favelas no Brasil, 64,8% disseram que testemunharam crimes; 35,2% não.

Além disso, o estudo mostra que 77,6% dos moradores do Rio dizem que frequentemente evitam algumas regiões da cidade por causa da preocupação com a criminalidade.

Quando é incluído quem evita essas áreas” às vezes”, esse número sobe para 94,1% dos habitantes da cidade.

Relembre a operação

A ação foi realizada de forma conjunta pelas Polícias Civil e Militar.

O total foi de 121 mortos, se tornando a operação a mais letal da história do estado e do país. Ao todo, 113 pessoas foram presas, entre elas Thiago do Nascimento Mendes, o “Belão”, apontado como braço direito de “Doca”, líder do CV. As forças de segurança apreenderam 118 armas, sendo 91 fuzis.

Diante da repercussão e da escalada da crise, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e o governador Cláudio Castro (PL) anunciaram, na quarta-feira (29), a criação de um escritório emergencial integrado para coordenar ações contra o crime organizado no estado.

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