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Grande Angular

OAB-RJ cria observatório para monitorar inquéritos sobre megaoperação

O Observatório de Investigações vai monitorar o andamento dos inquéritos da megaoperação realizada na terça-feira (28/10)

31/10/2025 16:10
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GBERTO RAS/Agencia Enquadrar/Agencia O Globo
Cerca de 2.500 agentes das policias civil e militar participam nesta terca-feira (28) da "Operacao Contencaoî nos complexos da Penha e do Alemao, Zona Norte do Rio, com o objetivo de cumprir cerca de 100 mandados de prisao e 150 de busca e apreensao contra integrantes da faccao Comando Vermelho (CV). Ate o momento, 23 pessoas foram presas e 4 suspeitos mortos em confronto. Na imagem, os detidos na megaoperacao sao levados para a Cidade da Policia

A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Rio de Janeiro (OAB-RJ) criou um observatório para acompanhar a apuração relacionada à megaoperação realizada na capital, na última terça-feira (28/10), que deixou 117 mortos e resultou em 81 prisões.

Segundo a OAB-RJ, o Observatório de Investigações tem objetivo de “monitorar de forma permanente, imparcial e sem qualquer conotação político-partidária, o andamento dos inquéritos sobre da megaoperação e garantir que todos os procedimentos sigam os parâmetros legais”.

“É dever da Ordem zelar pela legalidade, pela transparência e pela segurança em ações desta natureza”, afirmou a presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basilio.

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O presidente do observatório será Rafael Borges, secretário-geral da OAB-RJ. Luciana Pires atuará como vice-presidente. Em nota conjunta, ambos afirmaram que o grupo vai “analisar todas as evidências com isenção e compromisso institucional”.

“O Observatório pretende ainda contribuir com um debate que aperfeiçoe os protocolos de segurança do Estado, reduza a letalidade e contenha a ação de grupos criminosos por meio de ações eficazes”, declararam.

Mortos

A Polícia Civil identificou 99 criminosos mortos durante a Operação Contenção, deflagrada na última terça-feira (28/10), nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio.

O resultado foi divulgado em entrevista coletiva nesta sexta-feira (31/10). Do total de 117 mortos na operação, 42 tinham mandados de prisão pendentes e pelo menos 78 apresentavam extenso histórico criminal; o número ainda pode aumentar, à medida que chegam informações de outros estados.

Na operação, quatro policiais – dois civis e dois militares – também morreram. Conforme apurado pela coluna de Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, 14 agentes e militares seguem internados.