Mirelle Pinheiro

Megaoperação no Rio: veja quem são os 99 mortos já identificados

Do total de 117 mortos na operação, 42 tinham mandados de prisão pendentes e pelo menos 78 apresentavam extenso histórico criminal

atualizado

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Tercio Teixeira/Especial Metrópoles
Mais de 50 corpos são enfileirados em praça após megaoperação no Rio
1 de 1 Mais de 50 corpos são enfileirados em praça após megaoperação no Rio - Foto: Tercio Teixeira/Especial Metrópoles

Rio de Janeiro – A Polícia Civil já identificou 99 criminosos mortos (veja lista abaixo) durante a Operação Contenção, deflagrada na última terça-feira (28/10), nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio. O resultado foi divulgado em entrevista coletiva nesta sexta-feira (31/10). Do total de 117 mortos na operação, 42 tinham mandados de prisão pendentes e pelo menos 78 apresentavam extenso histórico criminal; o número ainda pode aumentar, à medida que chegam informações de outros estados.

Na operação, quatro policiais – dois civis e dois militares – também morreram. Conforme apurado pela coluna, 14 agentes e militares seguem internados.

Até o momento, foi possível constatar que parte dos criminosos identificados é oriunda de outros estados: 13 do Pará, sete do Amazonas, seis da Bahia, quatro do Ceará, um da Paraíba, quatro de Goiás, um do Mato Grosso e três do Espírito Santo.

“Tendo em vista esses resultados, a gente vê que o trabalho de investigação e inteligência foi adequado, [pois eram] todos perigosos e com ficha criminal. Também, pela identificação das origens desses narcoterroristas, reforço a importância da integração com os estados. Em breve, vamos entregar os relatórios completos para as autoridades competentes”, disse o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), nesta sexta.

Veja lista parcial de mortos:

Aleilson da Cunha Luz Junior
Alessandro Alves de Souza
Cauãn Fernandes do Carmo Soares
Fabiano Martins Amancio
Juan Marciel Pinho de Souza
Marllon de Melo Felisberto
Carlos Henrique Castro Soares da Silva
Brendon César da Silva Souza
Yuri dos Santos Barreto
Michael Douglas Rodrigues Fernandes
Alisom Lemos Rocha
Richard Souza dos Santos
Maicon Thomaz Vilela da Silva
Jonas de Azeredo Vieira
Lucas da Silva Lima
Michel Mendes Peçanha
Claudinei Santos Fernandes
Fernando Henrique dos Santos
André Luiz Ferreira Mendes Junior
Marcos Adriano Azevedo de Almeida
Cleiton da Silva
Douglas Conceição de Souza
Maicon Pyterson da Silva
Alexsandro Bessa dos Santos
Danilo Ferreira do Amor Divino
Waldemar Ribeiro Saraiva
Wendel Francisco dos Santos
Cleideson Silva da Cunha
Marcio da Silva de Jesus
Luan Carlos Marcolino de Alcântara
Nelson Soares dos Reis Campos
Victor Hugo Rangel de Oliveira
Maxwel Araújo Zacarias
Hercules Salles de Lima
Willian Botelho de Freitas Borges
Ronaldo Julião da Silva
Yan dos Santos Fernandes
Célio Guimarães Júnior
Marcos Vinicius da Silva Lima
Alessandro Alves Silva
Kauã Teixeira dos Santos
Jeanderson Bismarque Soares de Almeida
Diego dos Santos Muniz
Yago Ravel Rodrigues Rosário
Edione dos Santos Dias
Rodolfo Pantoja da Silva
Hito José Pereira Bastos
Felipe da Silva
Edson de Magalhães Pinto
Carlos Eduardo Santos Felício
Fabio Francisco Santana Sales
Francisco Myller Moreira da Cunha
Luiz Eduardo da Silva Mattos
Luiz Claudio da Silva Santos
Francisco Nataniel Alves Gonçalves
Luciano Ramos Silva
Vanderley Silva Borges
Nailson Miranda da Silva
Luiz Carlos de Jesus Andrade
Vitor Ednilson Martins Maia
Leonardo Fernandes da Rocha
Jônatas Ferreira Santos
Anderson da Silva Severo
Lucas Guedes Marques
Wesley Martins e Silva
Emerson Pereira Solidade
Yure Carlos Mothé Sobral Palomo
Tiago Neves Reis
Marcos Antonio Silva Junior
Diogo Garcez Santos Silva
Francisco Teixeira Parente
Rafael de Moraes Silva
Gabriel Lemos Vasconcelos
Wellinson de Sena dos Santos
Cleys Bandeira da Silva
Josigledson de Freitas Silva
Jonatha Daniel Barros da Silva
José Paulo Nascimento Fernandes
Cleiton Cesar Dias Mello
Cleiton Souza da Silva
Ricardo Aquino dos Santos
Adailton Bruno Schmitz da Silva
Wellington Brito dos Santos
Evandro da Silva Machado
Ronald Oliveira Ricardo
Eder Alves de Souza
Gustavo Souza de Oliveira
Rafael Correa da Costa
Fabian Alves Martins
Arlen João de Almeida
Bruno Correa da Costa
Kauã de Souza Rodrigues da Silva
Jean Alex Santos Campos
Fabricio dos Santos da Silva
Wagner Nunes Santana
Luan Carlos Dias Pastana
Kleber Izaias dos Santos
Wallace Barata Pimentel
Adan Pablo Alves de Oliveira

“Esse foi um trabalho muito expressivo das nossas equipes, que conseguiram, em curto espaço de tempo, periciar todos os corpos, identificar 99 narcoterroristas e levantar os históricos criminais. A investigação prossegue para mostrar quem são esses bandidos”, destacou o secretário de Polícia Civil do Rio, delegado Felipe Curi, em coletiva de imprensa nesta sexta.

Veja imagens da coletiva de imprensa das forças de segurança nesta sexta:

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O secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirmou que os dados divulgados hoje confirmam o alerta feito pela corporação há cinco anos, quando passou a denunciar que as restrições a operações policiais favoreceriam o fortalecimento do crime organizado
Ao todo, 99 mortos foram identificados até o momento, sendo 40 oriundos de outros estados. Entre eles, havia líderes do CV que comandavam ações em diferentes regiões do Brasil e que, segundo a Polícia Civil, encontravam no Rio um “QG nacional” para treinamento, fuga e rearticulação de quadrilhas.
O secretário de Segurança Pública, Vítor dos Santos, também participou da coletiva ao lado de representantes das forças policiais fluminenses
Eles destacaram que o enfrentamento ao tráfico continuará e que o número final de mortos, presos e identificados ainda pode aumentar conforme avançam as análises de laudos e registros do Instituto Médico-Legal.
Para Felipe a operação mostrou que as comunidades da Penha e do Alemão se tornaram QG do CV em nível nacional. Marginais de outros estados vêm para o Rio para serem formados aqui e depois voltam para propagar os ensinamentos
A Polícia Civil do Rio de Janeiro, divulgou o balanço parcial da megaoperação. Ao menos 78 dos mortos na Operação Contenção tinham ficha criminal relevante, incluindo homicídios, tráfico de drogas, roubos e ataques a policiais
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro, divulgou o balanço parcial da megaoperação. Ao menos 78 dos mortos na Operação Contenção tinham ficha criminal relevante, incluindo homicídios, tráfico de drogas, roubos e ataques a policiais

Aline Massuca/Metrópoles
O secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirmou que os dados divulgados hoje confirmam o alerta feito pela corporação há cinco anos, quando passou a denunciar que as restrições a operações policiais favoreceriam o fortalecimento do crime organizado
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O secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirmou que os dados divulgados hoje confirmam o alerta feito pela corporação há cinco anos, quando passou a denunciar que as restrições a operações policiais favoreceriam o fortalecimento do crime organizado

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Ao todo, 99 mortos foram identificados até o momento, sendo 40 oriundos de outros estados. Entre eles, havia líderes do CV que comandavam ações em diferentes regiões do Brasil e que, segundo a Polícia Civil, encontravam no Rio um “QG nacional” para treinamento, fuga e rearticulação de quadrilhas.
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Ao todo, 99 mortos foram identificados até o momento, sendo 40 oriundos de outros estados. Entre eles, havia líderes do CV que comandavam ações em diferentes regiões do Brasil e que, segundo a Polícia Civil, encontravam no Rio um “QG nacional” para treinamento, fuga e rearticulação de quadrilhas.

Aline Massuca/Metrópoles
O secretário de Segurança Pública, Vítor dos Santos, também participou da coletiva ao lado de representantes das forças policiais fluminenses
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O secretário de Segurança Pública, Vítor dos Santos, também participou da coletiva ao lado de representantes das forças policiais fluminenses

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Eles destacaram que o enfrentamento ao tráfico continuará e que o número final de mortos, presos e identificados ainda pode aumentar conforme avançam as análises de laudos e registros do Instituto Médico-Legal.
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Eles destacaram que o enfrentamento ao tráfico continuará e que o número final de mortos, presos e identificados ainda pode aumentar conforme avançam as análises de laudos e registros do Instituto Médico-Legal.

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Para Felipe a operação mostrou que as comunidades da Penha e do Alemão se tornaram QG do CV em nível nacional. Marginais de outros estados vêm para o Rio para serem formados aqui e depois voltam para propagar os ensinamentos
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Para Felipe a operação mostrou que as comunidades da Penha e do Alemão se tornaram QG do CV em nível nacional. Marginais de outros estados vêm para o Rio para serem formados aqui e depois voltam para propagar os ensinamentos

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Todos os corpos já foram periciados, em esquema especial que reuniu a Polícia Civil e o Ministério Público, e 89 foram liberados para retirada pelos familiares. As diligências seguem para identificar o restante dos corpos.

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RJ pede mais prazo ao STF para entregar imagens de megaoperação
Alguns corpos estavam equipados com fardas camufladas
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Megaoperação no Rio deixa mais de 100 mortos
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Megaoperação no Rio deixa mais de 100 mortos

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RJ pede mais prazo ao STF para entregar imagens de megaoperação
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RJ pede mais prazo ao STF para entregar imagens de megaoperação

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Alguns corpos estavam equipados com fardas camufladas
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Alguns corpos estavam equipados com fardas camufladas

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Cadáveres foram recolhidos por moradores
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Cadáveres foram recolhidos por moradores

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Corpos enfileirados na Praça São Lucas
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Corpos enfileirados na Praça São Lucas

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A megaoperação ocorreu em 28 de outubro
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A megaoperação ocorreu em 28 de outubro

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Centros de comando do CV

As informações preliminares apontam que os complexos do Alemão e da Penha funcionavam como centros de comando, tomada de decisão e treinamento tático do Comando Vermelho. As evidências indicam que integrantes recebiam instruções em armamento, tiro, uso de explosivos e táticas de combate nessas localidades.

O levantamento também revela que o fluxo de caixa da facção nessas áreas movimentava cerca de 10 toneladas de drogas por mês. Tanto o Alemão quanto a Penha serviam como polos de abastecimento, distribuindo drogas e armas para outras comunidades controladas pelo grupo criminoso. A investigação mostra ainda que cerca de 50 fuzis eram negociados mensalmente a partir dessas regiões.

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Megaoperaçao no Rio deixou mais de 120 mortos
Os corpos foram colocados em uma Praça
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Os corpos foram colocados em uma Praça
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