Mirelle Pinheiro

Felipe Curi sobre fuga de Doca, chefão do CV: “A hora dele vai chegar”

Segundo Curi, a captura do líder do tráfico é “questão de tempo” e representa hoje uma das maiores prioridades das forças de segurança

atualizado

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Operador financeiro do Doca é preso em operação contra CV no Alemão
1 de 1 Operador financeiro do Doca é preso em operação contra CV no Alemão - Foto: Reprodução / Redes sociais

Rio de Janeiro — Durante a coletiva convocada nesta sexta-feira (31/10) para apresentar o balanço da Operação Contenção, o secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Felipe Curi, voltou a falar sobre a fuga de Edgard Alves de Andrade, o Doca (foto em destaque), apontado como chefe máximo do Comando Vermelho no estado e um dos criminosos mais procurados do país.

Segundo Curi, a captura do líder do tráfico é “questão de tempo” e representa hoje uma das maiores prioridades das forças de segurança fluminenses.

“A hora dele vai chegar”, afirmou o secretário. “Os moradores não aguentam mais conviver sob a mira dos fuzis empunhados por esse criminoso.”

A megaoperação, considerada a mais letal da história do Rio e do Brasil, terminou com 121 mortos, 113 presos e cerca de 100 armas apreendidas, entre elas 91 fuzis.

Felipe Curi sobre fuga de Doca, chefão do CV: “A hora dele vai chegar” - destaque galeria
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O secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirmou que os dados divulgados hoje confirmam o alerta feito pela corporação há cinco anos, quando passou a denunciar que as restrições a operações policiais favoreceriam o fortalecimento do crime organizado
Ao todo, 99 mortos foram identificados até o momento, sendo 40 oriundos de outros estados. Entre eles, havia líderes do CV que comandavam ações em diferentes regiões do Brasil e que, segundo a Polícia Civil, encontravam no Rio um “QG nacional” para treinamento, fuga e rearticulação de quadrilhas.
O secretário de Segurança Pública, Vítor dos Santos, também participou da coletiva ao lado de representantes das forças policiais fluminenses
Eles destacaram que o enfrentamento ao tráfico continuará e que o número final de mortos, presos e identificados ainda pode aumentar conforme avançam as análises de laudos e registros do Instituto Médico-Legal.
Para Felipe a operação mostrou que as comunidades da Penha e do Alemão se tornaram QG do CV em nível nacional. Marginais de outros estados vêm para o Rio para serem formados aqui e depois voltam para propagar os ensinamentos
A Polícia Civil do Rio de Janeiro, divulgou o balanço parcial da megaoperação. Ao menos 78 dos mortos na Operação Contenção tinham ficha criminal relevante, incluindo homicídios, tráfico de drogas, roubos e ataques a policiais
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro, divulgou o balanço parcial da megaoperação. Ao menos 78 dos mortos na Operação Contenção tinham ficha criminal relevante, incluindo homicídios, tráfico de drogas, roubos e ataques a policiais

Aline Massuca/Metrópoles
O secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirmou que os dados divulgados hoje confirmam o alerta feito pela corporação há cinco anos, quando passou a denunciar que as restrições a operações policiais favoreceriam o fortalecimento do crime organizado
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O secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirmou que os dados divulgados hoje confirmam o alerta feito pela corporação há cinco anos, quando passou a denunciar que as restrições a operações policiais favoreceriam o fortalecimento do crime organizado

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Ao todo, 99 mortos foram identificados até o momento, sendo 40 oriundos de outros estados. Entre eles, havia líderes do CV que comandavam ações em diferentes regiões do Brasil e que, segundo a Polícia Civil, encontravam no Rio um “QG nacional” para treinamento, fuga e rearticulação de quadrilhas.
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Ao todo, 99 mortos foram identificados até o momento, sendo 40 oriundos de outros estados. Entre eles, havia líderes do CV que comandavam ações em diferentes regiões do Brasil e que, segundo a Polícia Civil, encontravam no Rio um “QG nacional” para treinamento, fuga e rearticulação de quadrilhas.

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O secretário de Segurança Pública, Vítor dos Santos, também participou da coletiva ao lado de representantes das forças policiais fluminenses
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O secretário de Segurança Pública, Vítor dos Santos, também participou da coletiva ao lado de representantes das forças policiais fluminenses

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Eles destacaram que o enfrentamento ao tráfico continuará e que o número final de mortos, presos e identificados ainda pode aumentar conforme avançam as análises de laudos e registros do Instituto Médico-Legal.
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Eles destacaram que o enfrentamento ao tráfico continuará e que o número final de mortos, presos e identificados ainda pode aumentar conforme avançam as análises de laudos e registros do Instituto Médico-Legal.

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Para Felipe a operação mostrou que as comunidades da Penha e do Alemão se tornaram QG do CV em nível nacional. Marginais de outros estados vêm para o Rio para serem formados aqui e depois voltam para propagar os ensinamentos
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Para Felipe a operação mostrou que as comunidades da Penha e do Alemão se tornaram QG do CV em nível nacional. Marginais de outros estados vêm para o Rio para serem formados aqui e depois voltam para propagar os ensinamentos

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Um dos nomes mais temidos do crime no RJ

Curi classificou Doca como “a personificação de um narcoterrorista”, com mais de 260 anotações criminais e centenas de mandados de prisão em aberto – números que, segundo ele, sintetizam o grau de violência ligado ao nome do criminoso.

O secretário também lembrou que o traficante é apontado como o mandante do crime que chocou o estado em 2020:

“Mandou matar por causa do furto de uma gaiola de passarinho”, disse, em referência ao brutal assassinato de três adolescentes em Belford Roxo, caso conhecido como Meninos de Belford Roxo.

Símbolo de um problema nacional

A fuga de Doca, que, segundo a polícia, utilizou “soldados” do tráfico para abrir caminho em meio ao cerco, reforça a tese das autoridades de que o Complexo da Penha se tornou um QG estratégico da facção para todo o país, com criminosos de ao menos oito estados entre mortos e presos.

 

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