Mirelle Pinheiro

Após megaoperação contra o CV, toda a polícia do RJ está de sobreaviso

Nesta terça-feira (28/10), foi deflagrada a operação mais letal da história do RJ. Entre as vítimas, quatro eram policiais

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Fabiano Rocha / Agência O Globo
Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2025 - Polícia / Mega-operação - Mega-Operação Policial nos Complexos do Alemão e Penha. Na foto: movimentação policial na Vila Cruzeiro
1 de 1 Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2025 - Polícia / Mega-operação - Mega-Operação Policial nos Complexos do Alemão e Penha. Na foto: movimentação policial na Vila Cruzeiro - Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

Após a megaoperação deflagrada contra o Comando Vermelho (CV), nesta terça-feira (28/10), nos complexos do Alemão e da Penha (zona norte do Rio de Janeiro), a coluna apurou que todos os policiais militares e civis do Rio de Janeiro (RJ) estão agora de sobreaviso. Isso significa que ambas as corporações ficarão em regime de prontidão especial, com agentes podendo ser convocados para atuar a qualquer momento, caso seja necessário.

A decisão ocorre após a morte de ao menos 132 pessoas – segundo número atualizado às 12h desta quarta (29) – e a prisão de outras 81 durante a ação policial. Entre os mortos, quatro eram policiais civis – dois agentes da Polícia Civil e dois militares.

Após megaoperação contra o CV, toda a polícia do RJ está de sobreaviso - destaque galeria
10 imagens
Megaoperação das polícias deixa vários policiais feridos e mortos. O Hospital Getúlio Vargas, na Penha, recebeu os feridos. Na foto: policial baleado chegando ao HGV
Megaoperação no Rio de Janeiro
Durante operação Contenção da polícia contra o Comando Vermelho, detidos são conduzidos para a Cidade da Polícia Civil
Durante operação polícia contra o Comando Vermelho, detidos são conduzidos para a Cidade da Polícia Civil
Policiais durante megaoperação no Rio de Janeiro
Megaoperação no Rio de Janeiro
1 de 10

Megaoperação no Rio de Janeiro

Fabiano Rocha / Agência O Globo
Megaoperação das polícias deixa vários policiais feridos e mortos. O Hospital Getúlio Vargas, na Penha, recebeu os feridos. Na foto: policial baleado chegando ao HGV
2 de 10

Megaoperação das polícias deixa vários policiais feridos e mortos. O Hospital Getúlio Vargas, na Penha, recebeu os feridos. Na foto: policial baleado chegando ao HGV

Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Megaoperação no Rio de Janeiro
3 de 10

Megaoperação no Rio de Janeiro

Fabiano Rocha / Agência O Globo
Durante operação Contenção da polícia contra o Comando Vermelho, detidos são conduzidos para a Cidade da Polícia Civil
4 de 10

Durante operação Contenção da polícia contra o Comando Vermelho, detidos são conduzidos para a Cidade da Polícia Civil

Fernando Frazão/Agência Brasil
Durante operação polícia contra o Comando Vermelho, detidos são conduzidos para a Cidade da Polícia Civil
5 de 10

Durante operação polícia contra o Comando Vermelho, detidos são conduzidos para a Cidade da Polícia Civil

Fernando Frazão/Agência Brasil
Policiais durante megaoperação no Rio de Janeiro
6 de 10

Policiais durante megaoperação no Rio de Janeiro

Fernando Frazão/Agência Brasil
Durante operação Contenção da polícia contra o Comando Vermelho, inspetoras da Polícia Civil catalogam apreensão de drogas
7 de 10

Durante operação Contenção da polícia contra o Comando Vermelho, inspetoras da Polícia Civil catalogam apreensão de drogas

Fernando Frazão/Agência Brasil
Durante operação polícia contra o Comando Vermelho, bandidos ordenam fechamento de comércio e usam lixeiras incendiadas para bloquear a via na rua Itapiru, no Catumbi
8 de 10

Durante operação polícia contra o Comando Vermelho, bandidos ordenam fechamento de comércio e usam lixeiras incendiadas para bloquear a via na rua Itapiru, no Catumbi

Fernando Frazão/Agência Brasil
Megaoperação no Rio de Janeiro
9 de 10

Megaoperação no Rio de Janeiro

Reprodução / Redes sociais
Megaopoeração contra o CV, no Rio de Janeiro
10 de 10

Megaopoeração contra o CV, no Rio de Janeiro

Reprodução/Redes sociais

A ofensiva

As comunidades onde a megaoperação foi deflagrada foram acordadas ao som de disparos. O cenário rapidamente foi tomado pelas chamas das barricadas incendiadas pelos criminosos e pela fumaça das bombas.

Cerca de 2,5 mil agentes participaram da ofensiva contra a facção criminosa. O objetivo era cumprir 51 mandados de prisão contra traficantes que atuam no Complexo da Penha.

A ação policial contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core/PCERJ) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope/PMERJ).

Prisões e mortes

Lideranças do CV que estavam foragidas havia anos foram presas na ação policial. Entre elas, o traficante Thiago do Nascimento Mendes, o Belão do Quitungo. O criminoso é chefe do Morro do Quitungo, na Penha e responde por uma série de crimes ligados a tráfico de drogas, comércio de armas e confrontos com quadrilhas rivais.

Após megaoperação contra o CV, toda a polícia do RJ está de sobreaviso - destaque galeria
9 imagens
Fogo e chamas intensas foram vistos nas comunidades
Os criminosos colocaram fogo nas barricadas
Operador financeiro de Doca, um dos líderes do CV, é preso no Rio
Megaoperação no Complexo do Alemão e da Penha
Complexo do Alemão vira campo de guerra em megaoperação com 2.500 policiais
A comunidade foi acordada com os disparos
1 de 9

A comunidade foi acordada com os disparos

Imagem cedida ao Metrópoles
Fogo e chamas intensas foram vistos nas comunidades
2 de 9

Fogo e chamas intensas foram vistos nas comunidades

Imagem cedida ao Metrópoles
Os criminosos colocaram fogo nas barricadas
3 de 9

Os criminosos colocaram fogo nas barricadas

Imagem cedida ao Metrópoles
Operador financeiro de Doca, um dos líderes do CV, é preso no Rio
4 de 9

Operador financeiro de Doca, um dos líderes do CV, é preso no Rio

Reprodução / PCERJ
Megaoperação no Complexo do Alemão e da Penha
5 de 9

Megaoperação no Complexo do Alemão e da Penha

Reprodução/Redes sociais
Complexo do Alemão vira campo de guerra em megaoperação com 2.500 policiais
6 de 9

Complexo do Alemão vira campo de guerra em megaoperação com 2.500 policiais

Imagem cedida ao Metrópoles
Complexo do Alemão vira campo de guerra em megaoperação com 2.500 policiais
7 de 9

Complexo do Alemão vira campo de guerra em megaoperação com 2.500 policiais

Imagem cedida ao Metrópoles
Mansão de traficante do CV preso em megaoperação tinha quadro do Oruam
8 de 9

Mansão de traficante do CV preso em megaoperação tinha quadro do Oruam

Imagem cedida ao Metrópoles
CV ataca polícia com drones e bombas em megaoperação no Alemão
9 de 9

CV ataca polícia com drones e bombas em megaoperação no Alemão

Imagem cedida ao Metrópoles

 

Governo do Rio se pronuncia

Na manhã desta terça (28/10), a PCERJ, a Polícia Militar e o governo do Rio concederam uma entrevista coletiva para detalhar a megaoperação. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), cobrou o governo federal e afirmou que o estado está “sozinho” na luta contra o crime organizado. “Em 2010, o Brasil inteiro viu um trabalho de integração, e hoje o Rio está sozinho”, reclamou o governador fluminense.

Em seu pronunciamento, Castro afirmou que não chegou a solicitar auxílio para essa operação, uma vez que, anteriormente, pedidos para o uso de blindados teriam sido negados. “Tivemos pedidos negados três vezes. Para emprestar o blindado, tinha que ter GLO [Garantia da Lei e da Ordem], e o presidente é contra a GLO. Cada dia é uma razão para não colaborar”, continuou.

Por fim, o governador classificou a ação como “a maior da história do RJ”: “O estado está fazendo a sua parte, sim, mas, quando se fala em exceder — exceder inclusive as nossas competências —, já era para haver um trabalho de integração muito maior com as forças federais, o que, neste momento, não está acontecendo.”

Governo federal responde

O Ministério da Justiça e Segurança Pública se manifestou após as críticas de Castro, alegando que atende os pedidos do estado na área da segurança. “O Ministério da Justiça e Segurança Pública tem atendido, prontamente, a todos os pedidos do governo do estado do Rio de Janeiro para o emprego da Força Nacional no estado, em apoio aos órgãos de segurança pública federal e estadual. Desde 2023, foram 11 solicitações de renovação da FNSP no território fluminense. Todas acatadas”, alega a pasta.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?