Mirelle Pinheiro

Castro cobra governo Lula após megaoperação: “Rio está sozinho”

O governador Cláudio Castro afirmou que o Rio de Janeiro enfrenta o crime sem ajuda federal. Governo Lula rebateu

atualizado

metropoles.com

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Vinicius Schmidt/Metrópoles
Claudio Castro, governador do Rio
1 de 1 Claudio Castro, governador do Rio - Foto: Vinicius Schmidt/Metrópoles

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), cobrou o governo federal e afirmou que o estado está “sozinho” na luta contra o crime organizado nesta terça-feira (28/10). Castro fez as críticas durante entrevista coletiva sobre a megaoperação deflagrada nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio e que deixou mais de 60 mortos.

“Em 2010, o Brasil inteiro viu um trabalho de integração, e hoje o Rio está sozinho”, reclamou o governador fluminense.

Na coletiva de imprensa, representantes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), da Polícia Militar e do governo do Rio detalharam a ação policial — a mais letal da história do estado.

Em seu pronunciamento, Castro afirmou que não chegou a solicitar auxílio para essa operação, uma vez que, anteriormente, três pedidos para o uso de blindados teriam sido negados.

“Tivemos pedidos negados três vezes. Para emprestar o blindado, tinha que ter GLO (Garantia da Lei e da Ordem), e o presidente é contra a GLO. Cada dia é uma razão para não colaborar”, disse Castro.

Questionado, ele confirmou que, diante do cenário anterior, não foi solicitado apoio para a megaoperação desta terça (28). O governador classificou a ação como “a maior da história do RJ”.

“O estado está fazendo a sua parte, sim, mas, quando se fala em exceder — exceder inclusive as nossas competências —, já era para haver um trabalho de integração muito maior com as Forças Federais, o que, neste momento, não está acontecendo.”

Governo Lula responde

O Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo Lula se manifestou após críticas do governador Cláudio Castro, alegando que atende os pedidos do estado na área da segurança.

A pasta divulgou um extenso comunicado. “O Ministério da Justiça e Segurança Pública tem atendido, prontamente, a todos os pedidos do Governo do Estado do Rio de Janeiro para o emprego da Força Nacional no Estado, em apoio aos órgãos de segurança pública federal e estadual. Desde 2023, foram 11 solicitações de renovação da FNSP no território fluminense. Todas acatadas”, diz o texto.

Prisões e mortes

Até a mais recente atualização desta matéria, 60 pessoas haviam morrido durante a ação — sendo quatro policiais.

De acordo com a PCERJ, os mortos são suspeitos de integrarem a facção Comando Vermelho. Eles teriam recebido as equipes de segurança com disparos de armas de fogo.

A ação

Na madrugada desta terça (28), moradores das respectivas comunidades foram acordados com os sons dos disparos e barricadas em chamas.

Cerca de 2,5 mil agentes de segurança saíram às ruas dos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio, para participar da ofensiva contra a facção criminosa.

A ação foi deflagrada para cumprir 51 mandados de prisão contra traficantes que atuam no Complexo da Penha e conta com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core/PCERJ) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope/PMERJ).

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