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Média de casos de Covid-19 no Brasil cresce 94% em uma semana

Segundo dados do Conass, número de infectados pela Covid praticamente dobrou em apenas uma semana no país

Judite Cypreste03/01/2022 20:35, atualizado 03/01/2022 21:17
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Igo Estrela/Metrópoles
Enfermeira fazendo teste da Covid em homem

Com o período de festividades de fim de ano, os casos confirmados de Covid-19 no Brasil ligaram, ainda mais, o alerta. Em uma semana, o número de infecções pela doença praticamente dobrou no país: em 27 de dezembro, a média móvel de contaminações era de 4.346; nesta segunda-feira (3/1), o indicador registrou 8.400 — um aumento de 93,9%. Os dados são do mais recente balanço divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Uma das razões para o aumento pode ser atribuída à tentativa de precaução tomada por aqueles que iriam se reunir com familiares e amigos no período das festas de fim de ano. Além disso, o avanço da variante Ômicron é um fator determinante. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, o número de casos suspeitos da variante Ômicron da Covid-19 subiu para 182, logo após o Réveillon com queima de fogos. O número anterior divulgado pelo Governo do Estado mostrava 158 casos investigados.

No Brasil, de acordo com o Our World in Data, projeto feito em parceria com a Universidade de Oxford para acompanhar o ritmo da imunização contra Covid-19 no mundo, nas últimas semanas de dezembro, pelo menos 58% dos testes indicaram a variante Ômicron nas sequências analisadas. Um levantamento inédito feito pelo Instituto Todos pela Saúde, que reúne especialistas e empresas privadas em uma aliança contra doença, identificou que a variante já está presente em pelo menos 8 estados brasileiros.

O estudo, feito a partir de 30.483 de exames para a Covid realizados em laboratórios das redes Dasa e DB Molecular, constatou que a nova mutação já circula em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia, Goiás, Santa Catarina e Tocantins.

Veja o que se sabe até o momento sobre a Ômicron:

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Pfizer e AstraZeneca são desenvolvedoras das principais vacinas contra a Covid-19
A Ômicron é considerada pela OMS como uma variante de preocupação. Ainda não se sabe se ela resiste à proteção oferecida pelas vacinas contra a Covid-19
Laboratórios estudam fabricação de nova vacina contra variante Ômicron
A variante Ômicron foi reportada à OMS em 24 de novembro de 2021 pela África do Sul
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A variante Ômicron foi reportada à OMS em 24 de novembro de 2021 pela África do Sul

Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles
Pfizer e AstraZeneca são desenvolvedoras das principais vacinas contra a Covid-19
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Pfizer e AstraZeneca são desenvolvedoras das principais vacinas contra a Covid-19

Gustavo Moreno/Especial Metrópoles
A Ômicron é considerada pela OMS como uma variante de preocupação. Ainda não se sabe se ela resiste à proteção oferecida pelas vacinas contra a Covid-19
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A Ômicron é considerada pela OMS como uma variante de preocupação. Ainda não se sabe se ela resiste à proteção oferecida pelas vacinas contra a Covid-19

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Laboratórios estudam fabricação de nova vacina contra variante Ômicron
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Laboratórios estudam fabricação de nova vacina contra variante Ômicron

Michael Sohn - Pool/Getty Images

Mortes em queda

Na contramão, no terceiro dia deste ano, a média móvel de mortes diárias pela Covid-19 caiu para 96 óbitos. O número de óbitos, entretanto, pode ser maior. Segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Roraima e Sergipe apresentaram problemas técnicos para o acesso aos dados sobre a pandemia, e não tiveram seus números contabilizados.

Em comparação com o verificado há 14 dias, houve variação de -30,9%, sinalizando desaceleração nos óbitos.

Nas últimas 24 horas, foram 76 mortes e 11.850 novos infectados registrados em todo o país. Os dados são do mais recente balanço divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

No total, o Brasil já perdeu 619.209 vidas para a doença e computou 22.305.078 casos de contaminação.

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