Mantega acusa adversários de “tumultuar” e renuncia a cargo na transição

Ex-ministro dos governos do PT, Mantega diz que adversários estavam "interessados em tumultuar a transição e criar dificuldades" para Lula

atualizado 17/11/2022 18:12

Fabio Pozzebom/Agência Brasil

O ex-ministro Guido Mantega renunciou, nesta quinta-feira (17/11), ao seu cargo no grupo de trabalho de planejamento, orçamento e gestão no Gabinete de Transição. O político enviou uma carta ao vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) agradecendo pela indicação, segundo a assessoria do Partido dos Trabalhadores. A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Metrópoles.

O nome de Mantega na equipe da Economia, inicialmente, foi visto com pessimismo pelo mercado devido à gestão dele frente à Fazenda no governo de Dilma Rousseff.

No documento, Mantega afirma que foi responsabilizado “indevidamente” por pedaladas fiscais em 2014, quando era ministro da Fazenda. O Tribunal de Contas da União (TCU) penalizou o ex-titular da pasta com oito anos longe de cargos públicos, mas Mantega aceitou participar do Gabinete de Transição como voluntário.

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“Mesmo assim essa minha condição estava sendo explorada pelos adversários, interessados em tumultuar a transição e criar dificuldades para o novo governo”, escreve na carta.

Guido Mantega afirma no documento que a decisão do TCU “mancha sua reputação” e que o “afastou da vida pública”.

Além da punição de oito anos sem direito a assumir cargo público, Mantega ainda foi multado em R$ 54.820,84. Como o processo transitou em julgado em 2022, a sanção é válida até 25 de fevereiro de 2030.

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