Manifestantes fazem ato por moradia no Largo do Paiçandu

Ato foi feito após o desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, no dia 1º de maio. Desabrigados estão acampados próximos ao local

Divulgação/Agência BrasilDivulgação/Agência Brasil

atualizado 10/05/2018 0:42

Movimentos sociais de defesa ao direito à moradia fizeram, nesta quarta-feira (9/5), manifestação na capital paulista. O ato teve início na Praça da Sé e saiu em passeata até o Largo do Paiçandu, onde o edifício Wilton Paes de Almeida desabou no dia 1º de maio.

Ao final da manifestação, foi realizado um ato ecumênico com a participação das famílias que moravam no edifício. Eles permanecem acampados no Largo do Paiçandu, em frente à igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.

“Esse ato mostra, em primeiro lugar, nossa indignação pela forma como as autoridades trataram aqui essa tragédia. Em segundo lugar, é a defesa dos movimentos populares que têm uma atuação séria na cidade de São Paulo”, destacou o coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bomfim.

No ato ecumênico, presidido pelo padre Júlio Lancellotti, conhecido pela atuação junto a moradores em situação de rua, velas foram acesas pelos manifestantes para “levar luz” ao local do acampamento e chamar atenção para a situação das famílias sem moradia.

“Estamos aqui para denunciar essa situação e dizer que, após nove dias da tragédia, as autoridades, o governo municipal em especial, não têm uma resposta concreta para essas famílias”, ressaltou Bomfim.

Auxílio-moradia
De acordo com a prefeitura, o pagamento de auxílio-moradia às vítimas do desabamento começou a ser feito no dia 8 pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), do governo do estado. As 116 famílias cadastradas pelo município foram chamadas para assinatura do termo de adesão e saque do benefício.

Segundo a administração municipal, outras 94 famílias dos imóveis interditados foram cadastradas pela Secretaria Municipal de Habitação. A prefeitura informou que, elas deverão assinar, nos próximos dias, o termo de adesão ao auxílio.

“Todas as famílias (residentes do edifício e as que tiveram os imóveis interditados) receberão auxílio-moradia de R$ 1.200 no primeiro mês e de R$ 400 a partir do segundo, pago por um período de 12 meses, ou até a liberação do imóvel”, destacou a nota.

Resgate
O Corpo de Bombeiros permanece em busca por vítimas do desabamento nos escombros do edifício. Nesta quarta-feira (9/5), as equipes de resgate encontraram novamente fragmentos ósseos. O material foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para análise e identificação. O tenente dos bombeiros Guilherme Derrite disse que, após nove dias do desabamento, é “improvável” encontrar sobreviventes.

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