SP: ossada é encontrada no subsolo do prédio que desabou após incêndio

"Só o IML pode identificar se é de um homem, uma mulher, uma criança, de uma ou mais pessoas", disse o capitão dos bombeiros

atualizado 09/05/2018 14:50

ANTÔNIO CÍCERO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Os bombeiros encontraram, no final da manhã desta quarta-feira (9/5), partes de ossos de uma nova vítima no subsolo do prédio Wilton Paes de Almeida, em São Paulo. Segundo o capitão Marcos Palumbo, os restos mortais foram localizados em uma área profunda e indicam ser de uma terceira vítima.

“Escavamos o subsolo, local onde até então não tínhamos visto nenhum vestígio humano. Não eram [restos mortais] porque esse é um local muito mais profundo”, disse Palumbo. Os ossos recolhidos são da coluna vertebral e da pelve. Eles estão muito fragmentados por causa do impacto dos escombros na vítima.

A ossada foi encaminhada para análise do Instituto Médico Legal (IML). “Só o IML pode identificar se são de um homem, uma mulher, uma criança, de uma ou mais pessoas. No local, não temos condições de afirmar de quem são”, disse o capitão.

Os ossos foram achados pela cachorra Vastim e as buscas intensificadas na região do subsolo. “É uma área em onde os destroços estão altamente compactados. Alcançamos três metros de profundidade da parte subterrânea e sabemos que ela tem 6 metros no total”, finalizou Palumbo.

Tragédia
O prédio, de 24 andares, desabou durante um incêndio de grandes proporções no dia 1º de maio. Segundo a Polícia Civil, um curto-circuito em um barraco no 5º andar deu início às chamas. A única vítima confirmada até agora é Ricardo Galvão. Ele estava sendo resgatado por corda pela equipe de socorro quando a estrutura do edifício foi ao chão.

Também estão sendo procurados Selma Almeida da Silva, 48 anos, e os gêmeos dela de nove anos; Artur Hector de Paula, 46; Francisco Dantas, que vivia há um mês no prédio; Eva Barbosa Silveira, 42; e Valmir Souza Santos, 47.

No total, 49 pessoas não foram encontradas, mas não são consideradas oficialmente desaparecidas, pois não há confirmação de que elas estavam no prédio no momento do incêndio.

 

 

Últimas notícias