Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mundo

Macron revela que França votará contra o acordo UE-Mercosul

Em publicação no X, nesta quinta-feria (8/1), Macron disse que é a favor do comércio internacional, apesar de negativa com Mercosul

08/01/2026 16:53, atualizado 09/01/2026 00:39
Kristian Tuxen Ladegaard Berg / SOPA Images / LightRocket / Getty Images
O presidente da França, Emmanuel Macron

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou, nesta quinta-feira (8/1), que decidiu votar contra o acordo entre a União Europeia e os países do Mercosul.

Em publicação no X, o mandatário francês disse que é favorável ao comércio internacional, mas para ele o acordo UE-Mercosul é um documento com base em princípios muito antigos.

“Embora a diversificação comercial seja necessária, o ganho econômico do acordo UE-Mercosul será limitado para o crescimento francês e europeu (+0,05% no PIB da UE até 2040, segundo a Comissão). Isso não justifica expor setores agrícolas sensíveis que são essenciais para a nossa soberania alimentar”, argumentou Macron.

O presidente francês ainda destaca que desde o fim das negociações, em dezembro de 2024, ele tem trabalhado para um acordo mais justo para proteger os agricultores franceses.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
“A assinatura do acordo não é o fim da história. Continuarei a lutar pela implementação plena e concreta dos compromissos obtidos junto da Comissão Europeia e pela proteção dos nossos agricultores. A nível europeu, a prioridade atual continua a ser acelerar a nossa agenda de proteção, competitividade e investimento”, disse Macron.

Acordo

O acordo é considerado estratégico por ampliar a integração comercial entre duas grandes regiões econômicas e tem sido descrito como uma prioridade para reforçar o comércio global, a competitividade econômica e a estabilidade geoeconômica.

O acordo prevê a redução de tarifas e barreiras comerciais em uma das maiores áreas de comércio do mundo, o que pode impulsionar exportações e investimentos entre os dois blocos. Para países do Mercosul, isso representa acesso ampliado ao mercado europeu. Já para a UE, uma diversificação das relações comerciais.

Apesar da expectativa de assinatura, o processo ainda enfrenta etapas importantes de implementação e salvaguardas que precisam ser finalizadas antes da oficialização.

Entre as medidas em pauta está um acordo conjunto entre o Conselho e o Parlamento Europeu para proteger setores agrícolas sensíveis, com regras que permitem suspender preferências tarifárias caso haja impactos negativos às produções locais.

Um dos principais desafios à conclusão do acordo vem de setores agrícolas europeus, especialmente na França, onde produtores defendem medidas para evitar que importações mais competitivas afetem seus mercados.