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Macron revela que França votará contra o acordo UE-Mercosul

Em publicação no X, nesta quinta-feria (8/1), Macron disse que é a favor do comércio internacional, apesar de negativa com Mercosul

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O presidente da França, Emmanuel Macron
1 de 1 O presidente da França, Emmanuel Macron - Foto: Kristian Tuxen Ladegaard Berg / SOPA Images / LightRocket / Getty Images

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou, nesta quinta-feira (8/1), que decidiu votar contra o acordo entre a União Europeia e os países do Mercosul.

Em publicação no X, o mandatário francês disse que é favorável ao comércio internacional, mas para ele o acordo UE-Mercosul é um documento com base em princípios muito antigos.

“Embora a diversificação comercial seja necessária, o ganho econômico do acordo UE-Mercosul será limitado para o crescimento francês e europeu (+0,05% no PIB da UE até 2040, segundo a Comissão). Isso não justifica expor setores agrícolas sensíveis que são essenciais para a nossa soberania alimentar”, argumentou Macron.

O presidente francês ainda destaca que desde o fim das negociações, em dezembro de 2024, ele tem trabalhado para um acordo mais justo para proteger os agricultores franceses.

“A assinatura do acordo não é o fim da história. Continuarei a lutar pela implementação plena e concreta dos compromissos obtidos junto da Comissão Europeia e pela proteção dos nossos agricultores. A nível europeu, a prioridade atual continua a ser acelerar a nossa agenda de proteção, competitividade e investimento”, disse Macron.

Acordo

O acordo é considerado estratégico por ampliar a integração comercial entre duas grandes regiões econômicas e tem sido descrito como uma prioridade para reforçar o comércio global, a competitividade econômica e a estabilidade geoeconômica.

O acordo prevê a redução de tarifas e barreiras comerciais em uma das maiores áreas de comércio do mundo, o que pode impulsionar exportações e investimentos entre os dois blocos. Para países do Mercosul, isso representa acesso ampliado ao mercado europeu. Já para a UE, uma diversificação das relações comerciais.

Apesar da expectativa de assinatura, o processo ainda enfrenta etapas importantes de implementação e salvaguardas que precisam ser finalizadas antes da oficialização.

Entre as medidas em pauta está um acordo conjunto entre o Conselho e o Parlamento Europeu para proteger setores agrícolas sensíveis, com regras que permitem suspender preferências tarifárias caso haja impactos negativos às produções locais.

Um dos principais desafios à conclusão do acordo vem de setores agrícolas europeus, especialmente na França, onde produtores defendem medidas para evitar que importações mais competitivas afetem seus mercados.

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