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Brasil

"Lula passou a mão na cabeça de Moraes", diz Flávio em ato no Recife

Candidato do PL criticou o presidente e ministros do STF um dia após sessão que discutiu investigação sobre Moraes no caso Banco Master

16/09/2026 20:59, atualizado 16/09/2026 21:06
Vittor Sales/ Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro

Recife (PE) e Brasília (DF) – O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante ato de campanha no Recife (PE), nesta quarta-feira (16/9).

Em discurso, Flávio afirmou que Lula “deve o seu mandato” a Moraes e relacionou a atuação do presidente à permanência do ministro no Supremo.

“Se o Lula foi declarado presidente da República, ele deve ao Alexandre de Moraes, e é por isso que ele não pode criticar o Alexandre de Moraes. Ontem ele criticou, hoje ele já elogiou, já passou a mão na cabeça do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Confira:


Na sequência, questionou: “Está devendo, Lula? Está devendo, Lula?”.

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O candidato também disse que a população quer a saída de Moraes e afirmou que, caso seja eleito, pretende promover uma mudança no que chamou de “triste página da história do Brasil”.

As declarações ocorrem um dia após uma sessão extraordinária do STF que terminou sem decisão sobre a abertura de investigação envolvendo Moraes. O caso está relacionado a informações extraídas do celular do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que apontariam supostos diálogos entre os dois.

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O que aconteceu no STF

  • A sessão de terça-feira (15/9) não analisou diretamente se Moraes deve ou não ser investigado. Os ministros discutiam primeiro uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes para definir se duas petições relacionadas ao caso Banco Master deveriam tramitar juntas.
  • Uma delas, a Petição 16.662, trata de um relatório da Polícia Federal produzido a partir de informações extraídas do celular de Vorcaro e que menciona Moraes. A outra, a Petição 16.704, envolve suspeitas sobre a condução da investigação pelo ministro André Mendonça.
  • A Procuradoria-Geral da República (PGR), por sua vez, pediu a nulidade do relatório relacionado a Moraes.
  • Durante a sessão, o placar chegou a 4 votos a 3 pela manutenção dos casos separados. O julgamento, porém, foi interrompido depois que Flávio Dino pediu vista, mecanismo que permite ao ministro analisar o processo antes de apresentar seu voto.
  • Com isso, não houve decisão sobre o mérito das acusações nem sobre a abertura de investigação contra Moraes.

Próximos passos

O pedido de vista de Dino suspendeu a análise da questão de ordem. O processo deverá voltar ao plenário quando o ministro devolver os autos para julgamento.

O calendário do STF prevê sessões plenárias nesta quarta-feira (16/9) e na quinta-feira (17/9), mas a retomada específica desse julgamento depende da devolução do processo por Dino e da inclusão do caso na pauta.

Por enquanto, segue na pauta a análise de pedido de Moraes para a abertura de investigação contra André Mendonça. Caso não seja cancelada, a sessão está marcada para o próximo dia 23/9 (quarta).