
Crise no STF: Caiado fala em "mãos sujas" de Lula, mas não poupa Flávio
Candidato à presidência, Ronaldo Caiado disse que adversários não têm "autoridade moral" para unir os Três Poderes e governar o país

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que os adversários Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) não têm “autoridade moral” para poder aglutinar os Três Poderes e governar o país. Caiado falava com jornalistas durante agenda em São Paulo nesta quarta-feira (16/9) e comentava a suspensão do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que decidiria pela abertura de julgamento contra o ministro Alexandre de Moraes.
“Os que estão aí, eles têm autoridade moral para poder aglutinar os Poderes e voltar a governabilidade do país? Vocês sabem que não. O Lula, pelo passado e o presente dele. E também o Flávio, por também estar sendo investigado dentro daquela Casa”, avaliou o presidenciável. “O país da maneira como ele está com esses dois candidatos, ele é um país ingovernável”, seguiu ele.
Caiado também disse acreditar que, como presidente, caberia a Lula antecipar a crise no STF. “Se ele não estivesse com as mãos sujas, ele teria que ter feito um pronunciamento à nação. Ele deveria ter chamado todos os membros no Palácio dizendo: ‘Eu respeito o Supremo, mas esse é um problema de governabilidade. Nós não podemos admitir que isso aconteça. Nós não podemos expor o Supremo Tribunal Federal’”.

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Frequência de envio: Diário
Ver todasO candidato do PSD também criticou condução do presidente do STF, Edson Fachin, durante a sessão plenária e afirmou que o ministro deveria ter rejeitado a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. O ministro pediu que o processo que aponta supostos diálogos entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro tramite em conjunto com uma outra petição que apura supostas irregularidades na relatoria do caso Master por André Mendonça.
“Toda e qualquer questão de ordem devia ter sido excluída imediatamente, rejeitada. A pauta era para saber se teria ali abertura de investigação contra o ministro Alexandre Moraes. Não estava em discussão a junção de outro processo. Não estava em discussão outras matérias. Aquilo ali, com todo o meu respeito, mas o presidente da Casa, ele deveria ter rejeitado todas as questões de ordem”.
STF encerra sessão sem decidir sobre investigação contra Moraes
O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou, na terça-feira (15/9), a sessão extraordinária que analisava a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, no âmbito do Caso Master, sem concluir o julgamento. A Corte também não definiu se os processos de Moraes e do ministro André Mendonça devem ser separados ou reunidos.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPNa segunda parte da sessão, os ministros votaram uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. O decano propôs reunir os processos que envolvem Moraes e a conduta de Mendonça e adiar o julgamento para 23 de setembro.
O ministro Flávio Dino pediu vista para interromper a sessão, mas Fachin deu a palavra a Fux e Cármen Lúcia, que adiantaram seus votos. A sessão foi encerrada com placar de 4 a 3 a favor do entendimento de Gilmar.
Confira os votos:
- Votaram pelo julgamento conjunto: Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin
- Votaram contra o julgamento conjunto: Edson Fachin, Luiz Fux, André Mendonça e Cármen Lúcia
- Flávio Dino votou pelo julgamento conjunto. No entanto, com o pedido de vista, o voto não foi contabilizado.



