Lula anuncia data de estreia do Tela Brasil, a “Netflix brasileira”
Plataforma do governo terá catálogo de filmes nacionais e foi chamada pelo presidente Lula de “Netflix brasileira”
atualizado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que o Tela Brasil, plataforma pública de streaming dedicada exclusivamente a produções audiovisuais nacionais, será lançada no próximo dia 30 de maio.
Lula fez o anúncio durante a inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, no Rio de Janeiro.
“Vamos disponibilizar 500 filmes brasileiros para que o povo possa assistir de graça na rede de TV brasileira. É a nossa Netflix, nossa Netflix brasileira”, brincou o petista.
A iniciativa do governo federal pretende ampliar o acesso da população a filmes, documentários e outras obras brasileiras, especialmente produções independentes que costumam circular em festivais e mostras de cinema, mas enfrentam dificuldades para alcançar grandes audiências.
Como funcionará o Tela Brasil
- Segundo o Ministério da Cultura, o Tela Brasil funcionará como uma plataforma de streaming gratuita voltada à exibição de conteúdos 100% brasileiros.
- A proposta é reunir em um único ambiente digital obras de diferentes gêneros, incluindo filmes, documentários, curtas-metragens e produções independentes, facilitando o acesso do público a títulos que muitas vezes ficam restritos a circuitos especializados.
- Para viabilizar o projeto, o governo destinou R$ 4,2 milhões ao licenciamento de 447 obras audiovisuais.
- A expectativa é que o catálogo seja ampliado gradualmente após o lançamento, permitindo a incorporação de novos conteúdos ao longo do tempo.
A avaliação do governo é que uma plataforma pública pode ampliar a visibilidade de produções nacionais e contribuir para fortalecer o mercado audiovisual, especialmente entre produtores independentes.
O lançamento do Tela Brasil acontece enquanto o Congresso Nacional discute propostas de regulamentação dos serviços de vídeo sob demanda, conhecidos pela sigla VOD.
Atualmente, dois projetos de lei tratam do tema. Um deles tramita desde 2017 e aguarda votação no plenário da Câmara dos Deputados. Outro, apresentado em 2022, já foi aprovado pelo Senado e está em análise na Câmara.





