Lula defende Moraes e pede “impeachment” de bolsonaristas no Congresso
Presidente fez referência à ocupação de deputados e senadores nos plenários do Congresso, inviabilizando votações para defender Bolsonaro
atualizado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a perda de mandato de deputados e senadores que fizeram um motim nesta semana, nos plenários de ambas as Casas do Congresso, em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele discursou num evento sobre investimentos do governo federal no Acre, em Rio Branco, nesta sexta-feira (8/8).
Durante o discurso, Lula se dirigiu ao senador Sérgio Petecão (PSD-AC), e comentou sobre o pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. “Não assine porque ele está garantindo a democracia. Quem deveria ter impeachment são esses deputados e senadores que ficam tentando fazer greve para não garantir que funcione a Câmara e Senado. São os verdadeiros traidores da pátria”, disse.
Lula fez referência ao motim deflagrado no Congresso esta semana. Parlamentares bolsonaristas ocuparam os plenários da Câmara e Senado e disseram que impediriam qualquer votação até que o projeto de anistia ao 8 de Janeiro e o impeachment de Moraes fossem pautados nas respectivas Casas.
Na Câmara, os parlamentares amotinados desocuparam a mesa diretora com a sinalização de apoio do Centrão à Anistia, num episódio que enfraqueceu a liderança do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). No Senado, foi diferente: Davi Alcolumbre (União-AP) retomou o controle do local sem prometer coisa alguma, ameaçando colocar a Polícia para deter até o senador Magno Malta (PL-ES), que estava literalmente acorrentado à mesa.
Críticas a Bolsonaro
Lula ainda fez provocações ao antecessor e criticou a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente que está nos Estados Unidos articulando sanções do governo Donald Trump contra o Brasil. O petista ainda disse que o governo atuaria para defender as exportações dos setores afetados pelo tarifaço da Casa Branca a produtos brasileiros.
“Aos empresários que exportam, podem ter certeza: o governo brasileiro não quer ser mais do que ninguém, mas não será menor*. O presidente dos EUA aprenda a respeitar a soberania deste país, a autonomia do judiciário”, afirmou.
Em outro momento, Lula provocou o adversário, fazendo referência a uma visita do então candidato à Presidência no estado, em 2018. Foi quando Bolsonaro pegou um tripé e simulou uma metralhadora, afirmando que iria “fuzilar a petralhada” do Acre.
“Eu duvido no estado do Acre alguém possa me dizer que o governo Bolsonaro fez nesse estado a não ser pregar o ódio entre essas pessoas. As pessoas não se preocupam em governar o país para o povo brasileiro”, afirmou Lula.










