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Brasil

Lindbergh reage à decisão da oposição sobre PEC da Anistia

Deputado federal Lindbergh Farias (PT–RJ) criticou uma proposta de PEC para anistiar os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023

11/05/2026 17:05, atualizado 11/05/2026 21:43
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KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES @kebecfotografo
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O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) usou as redes sociais para reagir à decisão do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), de iniciar a coleta de assinaturas para protocolar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que perdoa as condenações de envolvidos com os atos de 8 de janeiro de 2023.

Em publicação nesta segunda-feira (11/5) no X, Lindbergh definiu os diversos pedidos de anistia feitos pela oposição nos últimos anos como algo “inconstitucional e imoral”.

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“Depois que o ministro Alexandre de Moraes suspendeu a lei da impunidade, a oposição reagiu com nova manobra de fingir que quer discutir decisão monocrática para tentar aprovar a anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro”, disse o petista.

A decisão de Sóstenes teve início após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a aplicação da chamada Lei da Dosimetria – a qual pode reduzir penas dos condenados pelo 8 de Janeiro, em casos concretos, até que a Corte analise a validade da norma.

“A anistia para golpista é inconstitucional e imoral. Atacar a democracia, invadir a Praça dos Três Poderes, planejar a morte de autoridades e tentar rasgar o voto de milhões de brasileiros não pode terminar em perdão. Golpista tem que cumprir pena na cadeia”, afirmou Lindbergh.

Sóstenes propõe alterar a Constituição para estabelecer a anistia de todos os envolvidos, direta ou indiretamente, nos atos e condenados pelos crimes de:

  • Dano qualificado;
  • Deterioração de patrimônio público;
  • Associação criminosa armada;
  • Tentativa ou abolição do Estado Democrático de Direito;
  • Golpe de Estado.

Na avaliação de parlamentares da oposição, incluir a anistia na Constituição poderia reduzir o espaço para questionamentos do Judiciário sobre decisões aprovadas pelo Congresso. O texto da sugestão de Sóstenes beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi condenado a mais de 27 de prisão.