Líderes da oposição atacam Lula após veto ao PL da Dosimetria
A oposição se mobiliza para tentar derrubar o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria no Congresso Nacional

Com o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei (PL) da Dosimetria nesta quinta-feira (8/1), a oposição se mobiliza para tentar derrubá-lo. O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ) (foto em destaque), chegou a classificar a assinatura como uma “prova de ódio que ele [Lula]”, bem como “toda a esquerda” tem dos “patriotas”.
Sóstenes afirmou que o chefe do Executivo “sabe” que o veto será derrubado na primeira sessão conjunta do Congresso. A oposição articula para angariar votos e fazer com que a negativa assinada por Lula caia.

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Ver todasO novo líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL), também se manifestou. Ele classificou o veto como um “ato de crueldade”. “É a institucionalização da vingança política sobrepondo-se ao Estado Democrático de Direito”, disse, em nota.
“Estamos falando de pais e mães de família, de avós, de jovens que, em muitos casos, não cometeram qualquer ato de violência, mas que hoje apodrecem no cárcere, longe de seus filhos, perdendo seus empregos e sua dignidade, condenados a penas que chocam o mundo civilizado”, declarou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA líder da minoria na Casa Baixa, Carol De Toni (PL), convocou, em sua página no X, uma mobilização para coletar assinaturas para a derrubada do veto. “Precisamos da assinatura da maioria dos deputados e senadores”, escreveu.
O ex-ministro do Trabalho e Previdência Social no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) lembrou que Lula escolheu assinar a negativa do texto exatamente em 8 de janeiro de 2026, data que marca três anos dos atos antidemocráticos, realizados na Praça dos Três Poderes.
“Não foi por acaso. Foi calculado. Foi cruel. É a assinatura de um governo que não governa pela lei, mas pela vingança”, escreveu.
O Projeto de Lei da Dosimetria contemplaria Bolsonaro, que cumpre prisão de 27 anos e 3 meses, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) também criticou o veto. O ex-ministro de Bolsonaro disse, em nota, que “falta-lhes a grandeza que tiveram líderes da história do Brasil, capazes de reconciliar o país por meio de sucessivas anistias em momentos muito mais graves”.



