“Linchamento moral”, acusa defesa de Buzzi, alvo de inquérito no STF

Ministro do STJ, Marco Buzzi está afastado e é alvo de denúncias de assédio sexual; ele também responde a uma sindicância

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Divulgação/STJ
marco-buzzi-do-stj
1 de 1 marco-buzzi-do-stj - Foto: Divulgação/STJ

Alvo de uma sindicância no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e agora também de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), aberto nesta terça-feira (14/4) por determinação do ministro Kassio Nunes Marques, para investigar uma acusação de importunação sexual, o ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, se manifestou por meio de sua defesa.

O pleno do STJ deve se reunir na tarde desta terça para deliberar sobre o caso. Em nota, os advogados de Buzzi, Maria Fernanda Ávila e Paulo Emílio Catta Preta, dizem que houve ausência do “direito básico de defesa” e repudiam “a campanha sistemática de acusações” contra o magistrado.

Buzzi está afastado e é alvo de denúncias de assédio sexual em caso revelado pelo Metrópoles, na coluna Grande Angular. Os advogados ainda acusam a defesa da vítima de importunação sexual de ter “interesses diretos em processos e decisões” da Corte e chamam o caso de “linchamento moral”.

“Os reveses jurídicos pontuais desta fase inicial não alteram a realidade dos fatos: o ministro não cometeu qualquer ato impróprio ao longo de sua trajetória. As alegações apresentadas até o momento carecem de provas concretas”, ressalta o comunicado.

“Chama atenção que parte dessas narrativas tenha origem em advogada com interesses diretos em processos e decisões no âmbito do Superior Tribunal de Justiça”, apontam os advogados de Buzzi.

“É inaceitável que, sob o pretexto de uma causa relevante, se promova um verdadeiro linchamento moral, baseado em ilações, contra um magistrado com mais de quatro décadas de atuação irrepreensível”, acrescentam.

Antes de determinar a abertura de inquérito, o ministro Nunes Marques havia negado o pedido da defesa de Buzzi para anular provas e suspender a sindicância aberta.

Em 31 de março, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da abertura do processo criminal contra o ministro afastado por importunação sexual.

O procurador Paulo Gonet Branco disse que “há elementos suficientes para instauração do inquérito” e afirmou que as declarações prestadas pela vítima, somadas às provas produzidas nas instâncias administrativas, compõem o conjunto de elementos para a abertura da persecução penal.
“Linchamento moral”, acusa defesa de Buzzi, alvo de inquérito no STF - destaque galeria
4 imagens
Buzzi foi acusado de importunação sexual
Ministro do STJ Marco Buzzi
MP pediu suspensão de salário de ministro do STJ acusado de assédio
Ministro do STJ Marco Buzzi
1 de 4

Ministro do STJ Marco Buzzi

Sérgio Amaral/STJ
Buzzi foi acusado de importunação sexual
2 de 4

Buzzi foi acusado de importunação sexual

STJ/Divulgação
Ministro do STJ Marco Buzzi
3 de 4

Ministro do STJ Marco Buzzi

Sérgio Amaral/STJ
MP pediu suspensão de salário de ministro do STJ acusado de assédio
4 de 4

MP pediu suspensão de salário de ministro do STJ acusado de assédio

Luiz Silveira/Agência CNJ

Investigações

Marco Buzzi é investigado no STJ, no STF e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), após ser acusado por uma jovem, de 18 anos, de importunação sexual.

Outra denúncia do mesmo teor, apresentada por uma ex-servidora do gabinete, também está sendo apurada. As duas mulheres foram ouvidas pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Campbell Marques, e tiveram as ocorrências registradas oficialmente.

Nesta quarta, o plenário do STJ voltará a se reunir para nova sessão secreta, a qual deve determinar a abertura de processo administrativo disciplinar (PAD) contra o magistrado.

O procedimento prevê a intimação do investigado para apresentar sua defesa, além da indicação de testemunhas.

Importunação na praia

O ministro do STJ foi acusado de tentar agarrar a jovem em uma praia de Balneário Camboriú (SC), em 9 de janeiro. Ele nega. O caso é investigado como importunação sexual. Em caso de condenação, a pena definida no Código Penal varia de 1 a 5 anos de reclusão.

A vítima registrou ocorrência na Polícia Civil de São Paulo. Ela e a família passavam uns dias na casa de praia do ministro.

A jovem relatou que estava no mar quando percebeu a aproximação do ministro e foi agarrada — e tentou se desvencilhar ao menos três vezes, mas Buzzi insistiu em forçar o contato. Quando conseguiu se soltar, pediu ajuda aos pais.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?