
Manoela AlcântaraColunas

Nunes Marques nega pedido de Buzzi para suspender sindicância no STJ
Ministro rejeitou anulação de provas e afirmou que fase preliminar dispensa contraditório. Sindicância será analisada nesta terça
atualizado
Compartilhar notícia

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para anular provas e suspender a sindicância aberta contra ele.
Buzzi está afastado e é alvo de denúncias de assédio sexual em caso revelado pelo Metrópoles. Em pedido apresentado pela defesa, ele solicitava a suspensão da sindicância conduzida pelos ministros Francisco Falcão, Antonio Carlos Ferreira e Raúl Araújo.
Ao analisar o caso, Nunes Marques rejeitou o argumento da defesa de que as provas testemunhais seriam ilícitas por terem sido produzidas sem a participação dos advogados do investigado.
Segundo o relator, a sindicância tem caráter preliminar e, por isso, não exige a observância plena do contraditório e da ampla defesa nessa fase inicial.
“A sindicância administrativa em curso regular no Superior Tribunal de Justiça consubstancia procedimento preliminar e preparatório para posterior instauração – se o caso – de Processo Administrativo Disciplinar, prescindindo da observância do contraditório e da ampla defesa”, escreveu Nunes Marques.
Com isso, o ministro afastou, neste momento, a alegação de ilegalidade das provas e manteve o andamento da apuração no STJ.
O caso ainda será analisado de forma definitiva após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A coluna procurou a defesa e aguarda resposta.
Inquérito
Marco Buzzi é investigado no STJ, no STF e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), após ser acusado por uma jovem de 18 anos de importunação sexual.
O plenário do STJ, nesta terça-feira (14/4), voltará a se reunir em sessão secreta que deve deliberar sobre a abertura de processo administrativo disciplinar (PAD) contra o magistrado.
O procedimento prevê a intimação do investigado para apresentação de defesa, além da indicação de testemunhas.
Conforme já mostrou o Metrópoles, a PGR se manifestou a favor da abertura de processo criminal contra Buzzi por importunação sexual.
