Lava Jato: para Dallagnol, discurso de Aras indica desmonte da força-tarefa

Para o coordenador da Lava-Jato, o procurador-geral faz críticas “contraditórias” e defende que os procuradores atuam de forma independente

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1 de 1 Deltan Dallagnol em aeroporto -metrópoles - Foto: Andre Borges/Esp. Metrópoles

O procurador da República Deltan Dallagnol afirmou nesta sexta-feira (3/7) que as críticas do procurador-geral da República, Augusto Aras, de que a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba (PR) teria “atuações clandestinas”, indicam a criação de um discurso de “desmonte” do grupo, do qual é coordenador.

“Não consigo sequer entender esse tipo de acusação e esse tipo de postura, a não ser que fosse interpretar isso em um contexto de criar um discurso para um subsequente desmonte da força-tarefa”, disse Dallagnol em entrevista à CNN Brasil.

Para o procurador, a postura de Aras é até “contraditória” com os próprios atos da PGR, uma vez que procuradores originais de grandes casos de corrupção designam colegas para ajudarem a avançar nas investigações.

“Essa categorização da força-tarefa como ‘clandestina’, aliás, é contraditória com os próprios atos da PGR. A ideia da força-tarefa é simples: o procurador original do caso, nesse caso de Curitiba, não teria condições de lidar com um caso tão grande de corrupção. Precisaria de uma equipe trabalhando. Por isso, os procuradores designam outras pessoas. Ou seja, é uma designação da própria PGR”, justificou.

Segundo Dallagnol, o discurso de Aras contra o colegiado “não contribui com o debate público”, porque não aponta especificamente o fato relevante que seria então “clandestino”. “O nosso trabalho é contra a corrupção. Não tem um lado. O nosso lado é a sociedade”, completou.

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Augusto Aras deve se reunir com Lula nos próximos dias
Para o PGR Augusto Aras, Salles apenas "externou sua posição" sobre as diretrizes para políticas públicas do atual governo
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