Serra manteve relação “espúria” com a Odebrecht, diz MPF

Senador e ex-governador de São Paulo foi alvo de operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (3/7) por suspeita de lavagem de dinheiro

atualizado 03/07/2020 13:29

Brasília - O senador José Serra durante sessão Congresso Nacional para apreciar e votar vetos presidenciais (José Cruz/Agência Brasil)José Cruz/Agência Brasil

O senador José Serra (PSDB-SP), alvo de operação da Polícia Federal (PF) por ter supostamente cometido crime de lavagem de dinheiro quando era governador de São Paulo, teria uma relação “espúria” com a construtora Odebrecht.

A adjetivação consta na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) para justificar os oito mandados de busca e apreensão realizados nesta sexta-feira (3/7) contra o senador.

Serra teria lavado, segundo a denúncia, cerca de R$ 40 milhões em empresas offshore (fora do país) com a ajuda da filha, Verônica Serra, e de um operador financeiro, o empresário José Amaro Pinto Ramos.

De acordo com o MPF, a “relação espúria” entre Serra e a Odebrecht se manteve ao longo de quase toda a década de 2000. Nesse período, ele foi, além de governador, prefeito de São Paulo (SP) e presidente do PSDB.

“Manteve uma relação espúria com a construtora, dela solicitando, e dela vindo a efetivamente receber, direta e indiretamente, em razão das funções por ele ocupadas, substanciais recursos indevidos”, diz o MPF.

Como exemplo, os procuradores citam que a Odebrecht pagou a José Serra cerca de R$ 4,5 milhões entre 2006 e 2007, “supostamente para fazer frente a gastos de suas campanhas ao governo do estado de São Paulo”.

Além disso, outros R$ 23 milhões foram pagos, segundo o MPF, entre 2009 e 2010, em contrapartida à liberação de créditos havidos junto à Dersa, concessionária de serviço público vinculada ao governo paulista.

Leia aqui a íntegra da denúncia.

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