STF decide nesta terça (25/4) se goleiro Bruno volta para a prisão
Condenado pela morte e ocultação de cadáver de sua ex-amante Eliza Samudio, o atleta foi solto em 24 de fevereiro

A liminar que libertou o goleiro Bruno Fernandes, de autoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, será julgada colegiadamente na Primeira Turma da Corte. Condenado pela morte e ocultação de cadáver de sua ex-amante Eliza Samudio, o atleta foi solto em 24 de fevereiro.
Apesar de a decisão ter sido de Marco Aurélio Mello, o ministro relator do caso é Alexandre de Moraes. Coube a Mello a relatoria apenas temporariamente, devido à morte do ministro Teori Zavascki, que era o condutor do habeas corpus apresentado pela defesa.
Na semana passada, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a revogação da decisão de Marco Aurélio, a rejeição ao habeas corpus e o retorno do goleiro Bruno à prisão. Para Janot, o habeas corpus apresentado pela defesa de Bruno já havia sido negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), não cabendo ao STF dar prosseguimento ao pedido.Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO procurador-geral ainda refuta a tese da defesa do goleiro, sobre a demora do julgamento de um recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais enquanto Bruno seguia preso.
Janot afirma que a própria defesa tem contribuído para o prolongamento do prazo criminal e que “a duração razoável do processo deve ser deferida à luz da complexidade dos fatos e do procedimento, bem como a pluralidade de réus e testemunhas”.
Crime
O goleiro foi condenado pela Justiça de Minas Gerais em março de 2013 a 22 anos e três meses de reclusão, sendo 17 anos e seis meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado — por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
A pena foi ampliada porque o goleiro foi considerado o mandante do crime e, posteriormente, reduzida pela confissão dele. Bruno ficou preso por menos de sete anos.
Eliza desapareceu em 2010 e seu corpo jamais foi encontrado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido do atleta, de quem foi amante. À época, ele era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade.



