STF dá mais 30 dias para conclusão de investigação sobre Aécio Neves
Decisão é da presidente da Corte, Cármen Lúcia. Senador é alvo de investigação sobre repasses da Odebrecht para campanha política em 2014
atualizado
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A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmén Lúcia, concedeu mais 30 dias para a conclusão das investigações sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) no inquérito que apura repasses irregulares da Odebrecht à campanha presidencial de 2014. Inicialmente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia pedido mais 60 dias para concluir as apurações.
Na decisão, proferida na sexta-feira (13/7), Cármen Lúcia concedeu o acréscimo de 30 dias e afirmou que o objetivo é “evitar dilações processuais indevidas”. Edson Fachin é o relator dos processos da Operação Lava Jato no STF, mas a magistrada decidiu pelo prazo de prorrogação por ser a ministra de plantão no tribunal.
O nome do senador tucano foi citado por ex-executivos da empreiteira Odebrecht, que teriam repassado vantagens indevidas em 2014 para campanha de Aécio Neves à Presidência da República. Em depoimentos de delação premiada, o ex-presidente da empresa Marcelo Odebrecht e outros executivos do grupo disseram que o senador recebeu propina para atuar favoravelmente aos interesses da companhia. O objetivo, segundo os delatores, seria obter apoio parlamentar para a construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia.
Aécio Neves prestou depoimento sobre esse inquérito na sede da Polícia Federal (PF), em Brasília, no mês de abril. Na ocasião, seu advogado Alberto Zacharias Toron disse que os “próprios delatores” afirmaram que as contribuições financeiras feitas pela Odebrecht às campanhas do PSDB “nunca estiveram vinculadas a qualquer contrapartida”. As investigações contra Aécio Neves foram autorizadas pelo STF após a abertura de 76 inquéritos no ano passado pelo ministro Edson Fachin, com base nos depoimentos de colaboração premiada de ex-executivos da empresa.
