Justiça manda Colégio Naval admitir mulheres e estudantes casados

Edital orientava barrar esses perfis de candidatos, mas o MPF recorreu. A inclusão mulheres foi adotada mediante acordo com a Marinha

atualizado

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O juiz federal Renato Coelho Borelli, da 9ª Vara Cível de Justiça de Brasília, decidiu que os próximos concursos para ingresso no Colégio Naval, da Marinha do Brasil, passarão a admitir a participação de candidatas mulheres, bem como de estudantes casados ou em união estável. O magistrado acolheu pedido do Ministério Público Federal (MPF).

O certame queria barrar esses perfis de candidatos. Por isso, o MPF acionou a Justiça. A inclusão de pessoas do sexo feminino foi adotada mediante acordo com a Marinha. E a permissão de casados ou em união estável foi determinada pela Justiça, segundo pediu órgão.

Na sentença, o magistrado destacou que a restrição imposta pelo edital divulgado pela Marinha ofende o princípio constitucional da isonomia, ao deixar de tratar com igualdade todos perante a lei. Ou seja, os interessados em participar do certame.

Direito de todos

Nesse aspecto, Borelli ressaltou  que a educação é direito de todos e que a igualdade de condições para acesso e permanência na escola é um dos princípios basilares da educação, também protegidos pela Constituição Federal.

Além disso, a decisão apontou que a lei que dispõe sobre o ensino na Marinha – 11.279/2006 – não prevê a restrição para ingresso de candidatos casados ou em união estável.

“Inexistindo previsão em lei ou fundamento razoável que justifique o óbice (…) e constatada a inobservância ao princípio constitucional da isonomia, tenho por demonstrada a ilegalidade, razão pela qual acolho o pedido”, concluiu o magistrado.

Vale esclarecer que o Colégio Naval é uma escola de ensino regular correspondente ao hoje denominado ensino médio, não se tratando de centro de treinamento para o serviço militar.

Marinha

Em nota, a Marinha afirmou que a ação civil pública encontra-se em andamento, sem decisão definitiva. “Conforme planejamento da Força e acordo homologado pelo Juízo, está previsto o ingresso de alunas do sexo feminino no Colégio Naval em 2023”, diz o texto.

O órgão também fala que, no que tange ao ingresso de alunos casados ou em união estável, a sentença de 1ª instância está sujeita a recurso.

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