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A defesa dos empresários Joesley e Wesley Batista, da JBS, presos na Operação Acerto de Contas, da Polícia Federal, protocolou nesta quinta-feira (14/9), no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), em São Paulo, pedido de soltura imediata. Os advogados dos executivos apontam “ilegalidade das prisões”.

Wesley foi preso nesta quarta (13/9), por ordem do juiz João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Criminal Federal, por suspeita de manipulação do mercado financeiro e da moeda americana usando informações privilegiadas de sua própria delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Joesley, por sua vez, está detido desde domingo (10). Inicialmente, o empresário foi preso temporariamente, mas o juiz da 6ª Vara Federal também expediu mandado de prisão preventiva para ele.

O pedido, subscrito pelo advogado dos irmãos, Pierpaolo Bottini, destaca que “a liberdade de ambos não coloca em risco as apurações de insider trading (uso de informações privilegiadas) e que não há fato novo que justifique a drástica medida”. A defesa aponta a “ausência de qualquer fato contemporâneo que demonstre a necessidade de segregação relacionada ao delito de insider trading ou à sua persecução”.

Segundo Pierpaolo, as investigações da Polícia Federal que culminaram na deflagração da Operação Acerto de Contas “existem e são do conhecimento dos executivos há meses, sem que jamais houvesse um ato de qualquer de obstrução”. “Joesley e Wesley se apresentaram, prestaram depoimentos e entregaram os documentos requeridos. Não há indícios de que pretendam fugir”, afirma.

Bottini acrescenta que a expedição de mandado de prisão contra Joesley Batista foi divulgada antes de seu cumprimento e que o empresário se apresentou, espontaneamente, à Policia Federal.

O advogado destaca ainda que o crime atribuído aos irmãos da JBS é punido com penas reduzidas. “Mesmo em caso de condenação os empresários não seriam submetidos ao regime fechado, o que indica a desproporcionalidade da prisão preventiva.”

 

 

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