Fachin pede a Fux adiamento de julgamento sobre suspeição de Moro

Caso envolvendo o ex-juiz da Lava Jato e o ex-presidente Lula foi pautado pelo ministro Gilmar Mendes e contestado pelo relator da operação

atualizado 09/03/2021 13:23

Fachin, que é relator do processo, também pediu manifestações da Procuradoria-Geral da República e da Advocacia-Geral da União Nelson Jr./SCO/STF

Após o ministro Gilmar Mendes decidir pautar na 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, pedida pela defesa do ex-presidente Lula, o ministro Edson Fachin, relator dos processos da Operação Lava Jato na Corte, decidiu pedir o adiamento do julgamento e o envio do caso para o presidente da Corte, ministro Luiz Fux – que terá que resolver a divergência.

“Considerando que a Presidência da Segunda Turma vem de incluir em pauta o HC 164.493, apesar de estar ele concluso neste gabinete e apesar de ter sido julgado prejudicado, indico o adiamento do feito”, escreveu em seu despacho. “Ante o exposto, indico o adiamento e determino a remessa dos autos à Presidência para que resolva questão de ordem”, afirmou.

A decisão de Fachin é mais uma rixa com o ministro Gilmar Mendes, que integra a ala anti-Lava Jato no tribunal.

Com esse movimento, Fachin coloca Fux dentro da estratégia para preservar a Lava Jato. O presidente da corte terá que avaliar se o processo de suspeição poderá ainda ser julgado.

Na segunda, após anular as condenações de Lula, Fachin declarou que o processo de suspeição de Moro tinha o perdido o objeto e não precisava mais ser analisado.

Gilmar Mendes, porém, além de ser presidente da Segunda Turma, havia pedido vista e segurava o julgamento da suspeição de Moro desde o fim de 2018, e decidiu recolocar o processo em julgamento após a entrada do ministro Nunes Marques, por avaliar que a suspeição acabaria  concedida.

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