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Descrente de que ficaria solto por muito tempo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse aos advogados que o visitaram nesta segunda-feira (9/7), na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba que não deixaria a capital paranaense caso tivesse sido solto no domingo

“Para onde Lula iria correr? É uma pessoa conhecida, sabe de suas responsabilidades. Ele me disse claramente: ‘Eu nem sairia de Curitiba, ficaria esperando o que decidiriam a meu respeito, porque sabia que isso não iria longe'”, declarou o ex-ministro da Justiça e advogado, Eugênio Aragão, após a visita ao ex-presidente.

O petista recebeu a visita de cinco advogados. Além de Aragão, estiveram na sede da PF em Curitiba os criminalistas Cristiano Zanin e Luiz Carlos da Rocha, o advogado eleitoral Luiz Fernando Casagrande Pereira, e o constitucionalista Manoel Caetano. Conforme Zanin, Lula se manteve sereno, mesmo diante da negativa da soltura.

Aragão e Zanin argumentaram que, mesmo que fosse revertida no dia seguinte, a decisão do desembargador federal Rogério Favreto concedendo a liberdade ao ex-presidente deveria ter sido cumprida. Aragão disse que as regras processuais de competência e jurisdição foram “subvertidas” com as decisões posteriores a da soltura.

“O tema levado pelo habeas corpus era o direito de o Lula poder fazer campanha como pré-candidato à Presidência. Esse tema nunca foi levado à Justiça. Foi com base nisso que ele (Favreto) decidiu”, declarou Aragão, afirmando que a liminar só poderia ser revertida pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) ou por tribunais superiores, mas apenas após o término do plantão de Favreto.

Zanin disse ainda que a defesa criminal do ex-presidente está estudando a possibilidade de complementar os recursos judiciais já nos tribunais superiores com os fatos ocorridos neste domingo “A defesa técnica sempre chamou atenção para o fato de que o ex-presidente não estava tendo acesso a um julgamento justo e imparcial”, disse.