Dinheiro nas nádegas: STF vai julgar afastamento de Chico Rodrigues na 4ª

O relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso, determinou afastamento por 90 dias. Colegiado vai decidir se mantém liminar

atualizado 16/10/2020 19:36

Senador Chico Rodrigues durante conversa com jornalistasMyke sena/Especial Metrópoles

O ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), pautou para a próxima quarta-feira (21/10) o julgamento que decidirá se o senador Chico Rodrigues (DEM-RR) ficará afastado do cargo por 90 dias. O pedido da inclusão do caso no colegiado foi feito pelo ministro Luís Roberto Barroso, relator do processo.

Nessa quinta-feira, Barroso proferiu uma liminar pedindo o afastamento temporário do parlamentar. Agora, os 11 ministros vão decidir se referendam ou não a liminar do relator. Rodrigues foi flagrado com dinheiro escondido nas nádegas durante operação policial. Ele é suspeito de participar de um esquema de desvio de verbas públicas.

A decisão pode aumentar a pressão sobre o Senado para aceitar o afastamento do parlamentar.

A Polícia Federal, na representação ao STF, chegou a pedir a prisão preventiva do senador, além do afastamento do cargo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou pela prisão domiciliar com monitoramento eletrônico e a proibição de que Rodrigues se comunique com outros investigados.

Barroso rejeitou as duas modalidades de prisão, e definiu apenas o afastamento do mandato e a proibição de comunicação entre Rodrigues e os investigados.

Segundo análise da Polícia Federal, o ex-vice-líder do governo Bolsonaro teria desviado, pelo menos, R$ 965,8 mil de recursos públicos. A corporação bateu na porta da casa do senador em busca de valores superiores a R$ 20 mil, e encontrou dinheiro até na cueca dele.

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