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Justiça

Delegados prestam depoimento sobre suposta interferência de Bolsonaro na PF

Alexandre Ramagem, diretor-geral da Abin, e o ex-superintendente no Rio Ricardo Saadi serão ouvidos em Brasília

11/05/2020 07:46, atualizado 11/05/2020 07:56
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O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, o ex-diretor-geral da Polícia Federal (PF) Maurício Valeixo e o ex-superintendente da PF no Rio de Janeiro Ricardo Saadi prestam depoimento, nesta segunda-feira (11/05), no inquérito que investiga possível interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na corporação.

Ramagem e Saadi prestarão depoimento na Superintendência da PF em Brasília. Já Valeixo será ouvido em Curitiba (PR).

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Alexandre Ramagem e Bolsonaro
Delegado Maurício Valeixo, ex-diretor-geral da PF, teve de retornar antes de "missão" nos EUA
O novo superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, delegado Ricardo Andrade Saadi, fala durante cerimônia de posse, na sede da PF.
Alexandre Ramagem com filhos de Bolsonaro, em festa de Ano-Novo
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Alexandre Ramagem com filhos de Bolsonaro, em festa de Ano-Novo

Reprodução/Instagram
Alexandre Ramagem e Bolsonaro
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Alexandre Ramagem e Bolsonaro

Igo Estrela/Metrópoles
Delegado Maurício Valeixo, ex-diretor-geral da PF, teve de retornar antes de "missão" nos EUA
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Delegado Maurício Valeixo, ex-diretor-geral da PF, teve de retornar antes de "missão" nos EUA

Reprodução
O novo superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, delegado Ricardo Andrade Saadi, fala durante cerimônia de posse, na sede da PF.
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O novo superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, delegado Ricardo Andrade Saadi, fala durante cerimônia de posse, na sede da PF.

Tomaz Silva/Agência Brasil

O inquérito foi aberto pela Procuradoria-Geral da República (PGR), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), após o ex-ministro Sergio Moro prestar depoimento e acusar Bolsonaro de o ter pressionado para trocar o comando da PF. O ex-juiz deixou o cargo no dia 24 de abril ao dizer que o presidente queria ter acesso a relatórios de investigações.

Moro prestou depoimento na Superintendência da PF em Curitiba, no dia 2 de maio, e revelou uma mensagem que teria recebido do presidente. Nela, Bolsonaro teria dito ao ex-ministro que ele tinha 27 superintendências e o chefe do Executivo queria apenas uma, a do Rio.

No depoimento, Moro apontou uma reunião entre o presidente, o vice-presidente Hamilton Mourão e ministros, no qual Bolsonaro teria feito pressão para trocar o comando da PF. A gravação do encontro foi solicitada pelo ministro do STF Celso de Mello e será exibido nesta terça-feira (12/05), com a presença de Moro.

Ao longo da semana, também prestarão depoimento três ministros de Bolsonaro: Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, general Braga Netto, da Casa Civil, e Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) será ouvida.