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Justiça

Defesa de Aécio alega que doações ao PSDB eram lícitas

O advogado Alberto Zacharias Toron disse que montante repassado ao senador tucano foi devidamente registrado na Justiça Eleitoral

11/12/2018 13:53, atualizado 11/12/2018 13:57
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Dida Sampaio/Estadão
Defesa de Aécio alega que doações ao PSDB eram lícitas

A defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou em nota enviada à imprensa que a Operação Ross, deflagrada na manhã desta terça-feira (11/12), pela Polícia Federal (PF), tem como base as delações de executivos da JBS e que as investigações “tentam transformar as doações feitas a campanhas do PSDB, e devidamente registradas na Justiça Eleitoral, em algo ilícito”.

“A correta e isenta investigação vai apontar a verdade e a legalidade das doações feitas”, complementou o advogado Alberto Zacharias Toron, ao destacar que “o senador tucano sempre esteve à disposição para “prestar esclarecimentos e apresentar todos os documentos necessários às investigações, bastando para isso o contato com seus advogados”.

Na manhã desta terça, a Operação Ross – um desdobramento da Patmos, deflagrada em maio de 2017 – cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Aécio e antigos aliados, como o deputado federal Paulinho da Força (SD-SP). Há a suspeita de pagamento, via caixa dois e notas frias, pelo apoio do partido de Paulinho, o Solidariedade.

Outros alvos da investigação são a deputada federal Cristiane Brasil (PTB) e empresários que teriam emitido as notas fiscais frias para políticos.

Apoio de Paulinho da Força a Aécio
Em nota, o deputado e presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força, afirmou que o partido dele já apoiava, desde 2013, o senador tucano. Contudo, o parlamentar rechaçou a hipótese levantada de compra de apoio.

“A delação da JBS foi desmoralizada publicamente e a fraude realizada pelos delatores foi comprovada com a prisão dos dois empresários pelo Superior Tribunal Federal (STF). A acusação absurda de compra de apoio do partido Solidariedade para a candidatura à Presidência de Aécio Neves, em 2014, beira o ridículo”, informou o texto.

Segundo a assessoria do deputado, ele se colocou à disposição da Justiça para prestar quaisquer esclarecimentos, “desde que lhe seja facultado acesso ao processo previamente”.