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Justiça

Carrefour: Justiça nega soltura de ex-PM envolvido em morte de João Beto

Para a juíza do caso, o "elevado grau de violência" da conduta do suspeito justificaria a necessidade de mantê-lo preso

10/12/2020 18:40, atualizado 10/12/2020 19:28
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Arquivo Pessoal
João Beto, o negro assassinado por seguranças no Carrefour

Acusado de envolvimento no assassinato de João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, o ex-policial militar temporário Giovane Gaspar da Silva continuará preso. Nessa quarta-feira (9/12), a Justiça do Rio Grande do Sul negou pedido de liberdade provisória apresentado pela defesa do suspeito, que trabalhava como segurança na época do crime.

Silva e o também segurança Magno Braz Borges estão presos desde o espancamento, ocorrido em 19 de novembro no estacionamento de unidade do Carrefour, em Porto Alegre (RS). Além da dupla, a agente de fiscalização Adriana Alves Dutra também está detida.

A defesa havia solicitado a soltura do ex-militar em 3 de dezembro. Como argumento, defendeu que o preso é réu primário, não possui registro criminal e, por isso, não apresentaria risco.

No entendimento da juíza Cristiane Busatto Zardo, o fato “causou e causa grande clamor público, e é extremamente grave”. Para a magistrada, o “elevado grau de violência” da conduta do suspeito justificaria a necessidade de mantê-lo preso. São informações do UOL.

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O caso

João Beto, como era conhecido, foi morto no Carrefour, na noite de 19 de novembro, em Porto Alegre. A esposa da vítima, Milena Borges Alves, 43, contou que o casal foi ao supermercado comprar ingredientes para fazer uma receita de pudim e verduras.

De acordo com Milena, eles ficaram poucos minutos dentro do estabelecimento e Beto saiu na frente em direção ao estacionamento. Ao chegar ao local, ela se deparou com o marido no chão, e foi impedida de chegar perto dele.

Segundo a versão de Adriana, Beto teria empurrado uma senhora e “novamente foi orientado pelo cliente/policial a deixar disso e se acalmar”. Em seguida, houve o soco de Beto contra o PM.