Bretas decreta prisão de “Rei Arthur”, que vai parar na lista da Interpol

No mesmo documento, o magistrado determinou o retorno à prisão de Vinícius Peixoto, envolvido em desvios de recursos da saúde no Rio

atualizado 23/06/2020 8:47

Reprodução

A Justiça Federal decretou nesse último domingo (21/06) uma nova prisão preventiva do empresário Arthur Soares, conhecido como “Rei Arthur”, suspeito de participar na compra de votos para que o Rio de Janeiro sediasse a Olimpíada de 2016.

Será solicitada a cooperação internacional com os Estados Unidos para cumprimento do mandado de prisão, bem como a inclusão do nome do empresário, que hoje está foragido da Justiça, na difusão vermelha da Interpol.

No mesmo documento, o magistrado determinou o retorno à prisão de Vinícius Peixoto, filho do empresário Mário Peixoto, envolvido em desvios de recursos da saúde no Rio. Ele estava em prisão domiciliar devido à suspeita de Covid-19. O mandado foi cumprido nessa segunda-feira (22/06).

Os mandados de prisões foram assinados pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, em atendimento a denúncia do Ministério Público Federal (MPF). Confira aqui a íntegra da decisão.

De acordo com a denúncia, Mário Peixoto e Arthur Soares compraram, em 2015, um apartamento para Paulo Melo em Miami, no valor de US$ 1 milhão, usando uma offshore de Peixoto para ocultar o pagamento e a verdadeira propriedade do imóvel.

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O MPF ainda aponta que Arthur e Mário Peixoto trocaram mensagens em abril do ano passado. Na ocasião, o empresário teria indicado em qual conta o empréstimo deveria ser quitado, “operação esta inquinada de ilícita na descrição denuncial”.

“Mesmo foragido desde setembro de 2017, ‘Rei Arthur’ continua operando em auxílio aos membros da organização criminosa, sem qualquer pudor de ser preso, em clara afronta ao Judiciário brasileiro”, escreveu Bretas.

Esta é a segunda denúncia apresentada pelo MPF a partir da operação Favorito. Na semana passada, Mário Peixoto foi denunciado por lavagem de dinheiro, pertinência a organização criminosa e obstrução à investigação ao operar um esquema que desviou meio bilhão de reais da saúde no Rio de Janeiro por meio de desvios de recursos de contratos do estado com organizações sociais.

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