Após decisão do STF, Dallagnol vê chances de “completa impunidade”

"Desenho do sistema jurídico brasileiro o torna jogo de perde-perde para a sociedade", alerta o ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato

atualizado 16/04/2021 0:25

Vladimir Platonow/Agência Brasil)

A ratificação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da anulação das condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos processos da Lava Jato, com o placar de 8 x 3, levou o procurador Deltan Dallagnol, ex-coordenador da força-tarefa da operação em Curitiba (PR), às redes sociais, onde reclamou: “Essas anulações aumentam exponencialmente as chances de prescrição, ou seja, de completa impunidade”.

Com a decisão do STF, o petista Lula torna-se definitivamente ato a concorrer às eleições presidenciais de 2022.

Em uma série de posts no Twitter, o procurador da República não poupou críticas ao sistema jurídico. Dallagnol cravou: “O desenho do sistema brasileiro o torna um jogo de perde-perde para a sociedade”.

Veja a sequência:

Segurança jurídica

Logo após a decisão do STF, os advogados do ex-presidente soltaram nota afirmando considerar que a Corte “restabeleceu a segurança jurídica e a credibilidade da Justiça” no país.

A nota é assinada pelos advogados Cristino Zanin Martins e Valeska Martins. Segundo eles, trata-se de uma decisão histórica, “que reforça o Estado de Direito, ao confirmar, por maioria de votos, a decisão proferida em 08.03.2021 pelo Ministro Edson Fachin (HC 193.726/PR) e tornar definitiva a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar os casos do ex-presidente Lula, com a consequente anulação dos atos decisórios, incluindo as injustas condenações impostas a Lula, e restabelecer os seus direitos políticos”.

“A incompetência da Justiça Federal de Curitiba é afirmada por nós, advogados do ex-presidente Lula, desde a primeira manifestação escrita protocolada em Curitiba, em 2016, e foi sustentada em todas as instâncias do Poder Judiciário até chegar ao Supremo Tribunal Federal. Trata-se de mais uma decisão da Suprema Corte que restabelece a segurança jurídica e a credibilidade do Sistema de Justiça do nosso país”, enfatiza a nota.

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