Justiça toma decisão sobre incêndio que já dura 32 dias em GO
Lixão está em chamas há mais de 30 dias. Fumaça ameaça motoristas que trafegam em rodovia, além da saúde da população de Santa Helena (GO)

Goiânia – A Justiça determinou que a prefeitura de Santa Helena de Goiás, município do sudoeste goiano, apresente e coloque em prática, no prazo de 48 horas, um plano emergencial para combater o incêndio que já dura 32 dias no lixão da cidade.
A decisão estabelece que o município inicie imediatamente um Plano Emergencial de Contenção e Extinção dos Focos de Incêndio, que deverá prever a disponibilização contínua de máquinas pesadas e equipes qualificadas, o abafamento sistemático das chamas com o uso de terra, o monitoramento permanente da área para evitar novos focos e o controle de acesso ao lixão.
A medida foi concedida em ação civil pública proposta pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), após vistorias apontarem que o fogo permanece ativo desde 9 de junho, com emissão contínua de fumaça e riscos à saúde da população, ao meio ambiente e à segurança de motoristas que trafegam pela GO-210.
Em caso de descumprimento injustificado da liminar, a prefeitura poderá ser multada em R$ 10 mil por dia, além de o gestor municipal ficar sujeito à apuração por crime de desobediência e ato de improbidade administrativa.
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A liminar foi concedida em ação proposta pela promotora de Justiça Heloíza de Paula Marques e Meirelles, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Santa Helena. Segundo o MPGO, a atuação teve início em 15 de junho, após a entidade receber informações sobre o incêndio na área de disposição final de resíduos sólidos.
Conforme relatório da 3ª Companhia Independente Bombeiro Militar, o primeiro atendimento à ocorrência foi realizado em 9 de junho. Desde então, o incêndio permanece ativo devido à combustão em camadas profundas dos resíduos, provocando sucessivos reacendimentos e dificultando a extinção completa das chamas.
Riscos à saúde
Apesar de o município tenha informado ao MPGO a adoção de medidas emergenciais, o Corpo de Bombeiros realizou novas vistorias no último dia 30 de junho, além de uma inspeção da Promotoria, que apontaram que a queima generalizada seguia ativa no local, com intensa emissão de fumaça. Para o órgão, além dos impactos ambientais, a fumaça reduz a visibilidade na GO-210, aumentando o risco de acidentes para quem passa pela rodovia.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a eliminação definitiva do incêndio depende da adoção de medidas permanentes para extinguir os focos de combustão existentes no interior da massa de resíduos.
Até o momento, a prefeitura de Santa Helena de Goiás não se manifestou sobre o caso.



