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Lixão que registrou desabamentos será fechado no Entorno do DF
A empresa Ouro Verde comunicou a decisão à Secretaria de Meio Ambiente de Goiás. O lixão não recebe resíduos desde 19 de junho de 2025
atualizado
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A empresa Ouro Verde, responsável pelo lixão que sofreu com três desabamentos de resíduos em menos de um ano, pediu autorização para encerrar as atividades do local. A solicitação foi comunicada à Secretaria de Meio Ambiente de Goiás (Semad). O lixão fica localizado em Padre Bernardo, no Entorno do Distrito Federal.
O primeiro desabamento de uma pilha de lixo ocorreu em junho de 2025. Desde então, o local foi proibido de receber mais resíduos.
Veja o momento do desabamento:
A segunda ocorrência foi registrada em 11 de novembro e, a terceira, no dia 25 de novembro. Tanto no primeiro, quanto no terceiro desabamento houve deslizamento de resíduos até a grota por onde corre o leito do córrego Santa Bárbara.
Na época, a empresa iniciou uma limpeza da região. O entendimento era de que seria preciso concluir a etapa da gestão emergencial dos danos provocados pelo desastre antes de discutir o encerramento.
Após a formalização do pedido de encerramento das atividades, a Semad notificou o empreendimento para que apresente um Plano de Descomissionamento e Encerramento das atividades com Anotação de Responsabilidade Técnica — documento que define quem são os responsáveis técnicos e legais pelas obras ou procedimentos.
A pasta pediu que conste no documento: diagnóstico ambiental atualizado da área; medidas emergenciais já adotadas; ações de contenção, remoção e destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e do chorume que atingiram o curso hídrico; plano de remediação das áreas impactadas; programa de monitoramento ambiental (solo, águas superficiais e subterrâneas); bem como cronograma físico de execução.
Diagnóstico atual
Segundo a Semad, o ponto que demandou mais atenção dos técnicos que acompanham a evolução do caso foi o risco de extravasamento das lagoas de chorume. As cinco que existiam na época do deslizamento já estavam cheias antes mesmo da estiagem acabar. A Semad demandou a construção de uma sexta lagoa, que foi feita e cercada.
As lagoas 2 e 4 encontram-se com volume inferior a 50% de suas respectivas capacidades. A lagoa 3 também está com volume abaixo de 50%, mas não opera no momento porque a Semad requereu manutenção. A lagoa 5 permanecia com nível elevado, próxima de atingir sua capacidade máxima de armazenamento.
Indícios de extravasamento observados pela secretaria na caixa coletora de chorume foram sanados, bem como processos erosivos identificados na região, de acordo com a secretaria.














