MPGO cobra fim de lixão em área de proteção ambiental no Entorno do DF

Recomendação fixa prazos e cobra medidas urgentes após risco de contaminação ambiental em área protegida de Planaltina de Goiás

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Divulgação/MPGO
lixão em Planaltina de Goiás
1 de 1 lixão em Planaltina de Goiás - Foto: Divulgação/MPGO

O Ministério Público de Goiás (MPGO) e o Ministério Público Federal (MPF) recomendaram uma série de medidas ao município de Planaltina de Goiás (GO), no Entorno do Distrito Federal, para regularizar a gestão de resíduos em um lixão instalado em área de proteção ambiental. Entre as determinações, está a paralisação imediata do despejo de lixo diretamente no solo.

O documento estabelece providências imediatas e estruturais para interromper o descarte irregular de resíduos e adequar a cidade à legislação ambiental.

Os órgãos também fixaram prazo de 30 dias para o cercamento do lixão, instalação de vigilância, adoção de medidas de prevenção a incêndios e cobertura diária dos resíduos com terra.

A recomendação prevê ainda que o município destine os rejeitos a aterros sanitários devidamente licenciados — inclusive fora da cidade, se necessário — e elabore projeto para implantação de uma estação de transbordo.

Outra exigência é a implementação da coleta seletiva, com apresentação de plano específico em até 60 dias, além da inclusão socioeconômica de catadores, com cadastramento em programas sociais e incentivo à formação de cooperativas.

O MPGO também orienta a fiscalização de grandes geradores de resíduos e a adoção de mecanismos de logística reversa, conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Lixão irregular em área protegida

As medidas têm como base investigações iniciadas em 2016 pelo MPGO. O lixão fica próximo ao Setor Brasilinha 16, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) do Planalto Central, e recebia grande volume de resíduos, inclusive do Distrito Federal.

Durante as apurações, foi identificada uma Parceria Público-Privada (PPP), firmada em 2012, entre o município e a empresa Hannover Tecnologia e Gestão Ambiental Ltda., responsável pela gestão do aterro local.

Neste mês, o MPGO denunciou a empresa por crime ambiental. Segundo a denúncia, o líquido tóxico gerado pela decomposição do lixo teria vazado ou sido despejado para fora da área, escorrendo por mais de 200 metros pela vegetação do cerrado e se aproximando de um córrego da região.

A denúncia foi aceita pela Justiça. A empresa pode ser condenada a pagar ao menos R$ 10 milhões pelos danos ambientais.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?