Justiça mantém prisão de chileno investigado por racismo durante voo
Chileno está preso no Brasil após proferir falas racistas e homofóbicas contra funcionários da Latam

A Justiça Federal manteve nesta quinta-feira (21/5) a prisão preventiva de Germán Andrés Naranjo Maldini, investigado pela Polícia Federal (PF) por racismo e homofobia contra um comissário de bordo durante voo da Latam na última sexta-feira (15/5).
O juiz federal Ricardo Duarte Ferreira Figueira, da 4ª Vara Federal de Guarulhos, entendeu que, devido ao alto poder aquisitivo do acusado, havia risco real de fuga.
“Ante o exposto, em consonância com os fundamentos anteriormente lançados e com a manifestação do Ministério Público Federal, indefiro os pedidos de revogação da prisão preventiva de, bem como o pleito subsidiário, pelo que mantenho a custódia cautelar do investigado”, decidiu o magistrado.
Ao Metrópoles, a defesa do chileno informou que recorreu da decisão da Justiça Federal e pediu que o executivo fosse transferido para uma unidade clínica adequada.

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Ver todasSegundo seus advogados, as falas se deram diante de um “surto psicótico”.
“Bruno (comissário), provavelmente você está bravo demais para me perdoar, mas espero ter a chance de me desculpar pessoalmente com você. Não era eu. Minha mente estava em um estado alterado. Queria ter a oportunidade e a permissão de escrever esta carta de próprio punho, mas, por ora, tive de pedir que meu advogado o fizesse”, afirmou o chileno em pedido de desculpas ao comissário.
Prisão na volta ao Brasil
Germán está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP). Segundo a PF, o crime teria sido cometido durante embarque no domingo (10/5), no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), com destino a Frankfurt, na Alemanha.
A conduta de Maldini foi registrada em vídeo. Nas imagens feitas no avião, o homem aparece insultando o comissário de bordo da Latam e fazendo gestos imitando um macaco.
Demissão
A empresa de pescados chilena Landes anunciou, na terça-feira (19/5), a demissão do executivo.
A decisão da empresa foi divulgada em um comunicado interno. “Após a conclusão da investigação interna iniciada no último sábado, 16 de maio, e após ter sido formal e preventivamente afastado de suas funções no mesmo dia, informamos que Germán Naranjo Maldini não é mais o gerente comercial da Landes”, diz o comunicado divulgado pela CNN Chile.
Em nota ao Metrópoles, a Latam informou que está colaborando com a Polícia Federal no caso.
“A LATAM repudia veementemente qualquer prática discriminatória e violenta, incluindo crimes de racismo, xenofobia e homofobia. A companhia colabora integralmente com a Polícia Federal no caso do passageiro que praticou violência discriminatória contra um de seus tripulantes no voo LA8070 (São Paulo-Frankfurt), de 10 de maio (domingo), e que foi detido no aeroporto de Guarulhos em 15 de maio (sexta-feira). A LATAM esclarece ainda que presta acolhimento psicológico e suporte jurídico ao funcionário vítima dessa violência”, diz nota.


