Chileno preso por racismo em voo da Latam pede perdão: “Não era eu”. Veja vídeo
Germán Andrés Naranjo Maldini foi preso após proferir ofensas racistas e homofóbicas contra um comissário de bordo da Latam, em 10 de maio
atualizado
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O executivo chileno preso sob a acusação de racismo e homofobia contra um comissário de bordo durante voo da Latam se pronunciou por meio de nota. De acordo com a defesa, Germán Andrés Naranjo Maldini teria tido um surto psicótico. Veja:
“Bruno (comissário), provavelmente você está bravo demais para me perdoar, mas espero ter a chance de me desculpar pessoalmente com você. Não era eu. Minha mente estava em um estado alterado. Queria ter a oportunidade e a permissão de escrever esta carta de próprio punho, mas, por ora, tive de pedir que meu advogado o fizesse”, afirmou.
Ainda em nota, o chileno afirma que “queria poder dizer isso para todas as pessoas que aparecem no vídeo: a pessoa que vocês viram não sou eu, é uma pessoa que estava fora de si”.
A defesa descreve que Germán realiza tratamento psiquiátrico há mais de 13 anos, tem histórico de internações relacionadas à saúde mental e faz uso contínuo de medicação controlada. Em comunicado, o acusado diz acreditar “em todos os seres humanos”, amar “sem diferenças” e que o conteúdo do vídeo não reflete suas convicções.
“Não tem noção do que houve. Está extremamente triste, consternado, envergonhado com tudo isso, e pede desculpas públicas a todos os brasileiros, em especial, ao tripulante Bruno, que se sentiu ofendido, dizendo que essa conduta é incompatível com a sua vida, com o seu histórico, e que jamais, jamais, poderia fazer algo nesse sentido de maneira consciente, de maneira intencional”, informa a defesa.
Prisão na volta ao Brasil
Germán está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP). Segundo a Polícia Federal (PF), o crime teria sido cometido durante embarque no domingo (10/5), no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), com destino a Frankfurt, na Alemanha.
A conduta de Maldini foi registrada em vídeo. Nas imagens feitas no avião, o homem aparece insultando o comissário de bordo da Latam e fazendo gestos imitando um macaco.
A Latam divulgou nota sobre o ocorrido, na qual diz não aceitar práticas desrespeitosas.
“A Latam repudia veementemente qualquer prática discriminatória e violenta, incluindo crimes de racismo, xenofobia e homofobia”, diz o comunicado.
