Empresa demite executivo preso no Brasil por fala racista durante voo
Chileno está preso no Brasil após ter tido falas racistas e homofóbicas contra funcionários de companhia aérea
atualizado
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A empresa de pescados chilena Landes anunciou, nesta terça-feira (19/5), a demissão do executivo Germán Naranjo Maldini. O chileno foi preso no Brasil por racismo e homofobia durante um voo da companhia aérea Latam.
A decisão da empresa foi divulgada em um comunicado interno. “Após a conclusão da investigação interna iniciada no último sábado, 16 de maio, e após ter sido formal e preventivamente afastado de suas funções no mesmo dia, informamos que Germán Naranjo Maldini não é mais o gerente comercial da Landes”, diz o comunicado divulgado pela CNN Chile.
Em nota divulgada nesta terça-feira (19/5), Maldini se defendeu dizendo que estava em um “susto psicótico” e pediu desculpas ao comissário de bordo, alvo dos ataques.
“Bruno (comissário), provavelmente você está bravo demais para me perdoar, mas espero ter a chance de me desculpar pessoalmente com você. Não era eu. Minha mente estava em um estado alterado. Queria ter a oportunidade e a permissão de escrever esta carta de próprio punho, mas, por ora, tive de pedir que meu advogado o fizesse”, afirmou.
Um vídeo registrou o momento dos ataques do chileno ao comissário de bordo. Nas imagens, ele aparece nsultando o funcionário e fazendo gestos imitando um macaco. O caso aconteceu em 10 de maio em voo que saiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos com destino a Frankfurt, na Alemanha.
Maldini foi preso pela Polícia Federal na sexta-feira (15/5), quando retornava ao Brasil, e está no Centro de Detenção Provisória (CDP).
A Latam divulgou nota sobre o ocorrido, na qual diz não aceitar práticas desrespeitosas.
“A Latam repudia veementemente qualquer prática discriminatória e violenta, incluindo crimes de racismo, xenofobia e homofobia”, diz o comunicado.