Justiça condena homem que filmou “traição” da ex após jogo da Seleção

O crime aconteceu no dia 5 de dezembro de 2022, em Goianápolis (GO), após jogo do Brasil contra a Coreia do Sul na Copa do Mundo daquele ano

atualizado

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Os jogadores brasileiros Vini Jr., Raphinha, Lucas Paquetá e Neymar (da esquerda pra direita) fazendo dança de comemoração aos gols do Brasil no jogo contra a Coreia do Sul pelas oitavas de final na Copa do Mundo do Catar - Metrópoles
1 de 1 Os jogadores brasileiros Vini Jr., Raphinha, Lucas Paquetá e Neymar (da esquerda pra direita) fazendo dança de comemoração aos gols do Brasil no jogo contra a Coreia do Sul pelas oitavas de final na Copa do Mundo do Catar - Metrópoles - Foto: Francois Nel/Getty Images

A Justiça de Goiás condenou, nessa segunda-feira (9/3), um homem a dois anos e oito meses de reclusão por ter gravado a ex-mulher tendo relações sexuais com outros dois individuos e divulgado o conteúdo com o ex-sogro e uma pastora.

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) definiu que Paulo Junior Matos iniciará a pena no regime semiaberto, recorrendo em liberdade. O crime aconteceu no dia 5 de dezembro de 2022, no bairro Setor Portal das Flores, Goianápolis (GO), após jogo do Brasil contra a Coreia do Sul na Copa do Mundo de 2022.

Mesmo separados desde setembro de 2022, Vitória e Paulo moravam na mesma casa. À época, o casal resolveu chamar amigos na própria residência para assistir o jogo da Seleção Brasileira. Após a partida, o casal e um grupo de amigos se deslocaram para a casa de outro colega, chamado Wanderlei.

Em determinado momento, Paulo saiu do local para ir tomar banho em casa. Durante a ausência, a vítima iniciou uma relação sexual consensual com dois outros homens que estavam na casa, Natan e Edivaldo.

Ao retornar inesperadamente, Paulo presenciou a cena pela janela do quarto. Segundo os depoimentos, ele ficou extremamente abalado emocionalmente e reagiu com xingamentos e ameaças. Com celular na mão, o homem disse à mulher: “Vou mostrar aos seus pais a vagabunda que você é”.

Agressões

À Justiça, a vítima relatou ainda que sofreu agressões físicas nesse momento, embora o réu e as testemunhas tenham negado a violência física em juízo.

Após gravar o vídeo, Paulo enviou o conteúdo para o pai e a pastora da vítima. No entanto, ele apagou o conteúdo minutos após o envio mas não impediu que as pessoas conseguissem visualizar o mesmo.

Durante depoimento, Paulo alegou ter apagado o vídeo por ter se arrependido.

A Justiça entendeu que o crime já havia se consumado no momento do envio e que o objetivo real era a humilhação e exposição da mulher. A vítima, após o episódio, passou a sofrer de graves crises de ansiedade e chora frequentemente ao relembrar o fato.

“As consequências do crime devem ser valorados negativamente. Os efeitos psicológicos sofridas pela vítima, crises de ansiedade e uso de medicação, evidenciam o grau de lesividade da conduta, justificando tratamento mais rigoroso na análise judicial. O próprio forna de a vítima se expressar ao lembrar o episódio, caindo em lágrimas na audiência, demonstra o impacto que a conduta causou”, disse o juiz Leornardo de Camargos Martins.

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