Henry Borel: júri é adiado após advogados deixarem plenário
Henry morreu em 8 de março de 2021 no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, no Rio de Janeiro
atualizado
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O julgamento do caso do menino Henry Borel, que começou nesta segunda-feira (23/3), foi adiado após os advogados de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr Jairinho, deixarem o plenário. A sessão do Tribunal do Juri foi remarcado para 22 de junho.
A defesa de Jairinho pediu o adiamento do processo logo após o início da sessão, às 10h30, para que os advogados possam ter acesso total às provas. Assim, a juíza responsável pelo caso Elizabeth Louro negou o pedido e os advogados deixaram o plenário.
Os réus são o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e a mãe da criança, Monique Medeiros. Ambos serão julgados por um júri popular e responderão por crimes relacionados à morte de Henry. A decisão é tomada pela maioria dos votos.
O processo envolve acusações de homício triplamente qualificado, além de tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
Se condenados, a pena de Jairinho pode atingir até 40 anos, enquanto a de Monique pode alcançar cerca de 35 anos.
Nas redes sociais, o pai do menino, Leniel Borel, afirmou que “saudade é pouco”. “Meu filho foi tirado de mim, mas minha luta ninguém vai calar. A justiça será por você, Henry”.
O assassinato
Henry morreu em 8 de março de 2021 no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
À época do crime, os dois afirmaram que a criança teria sido encontrada desacordada no imóvel. Henry foi levado ao hospital, mas os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática.
Os réus sustentam a versão de que houve um acidente doméstico e alegam inocência. Contudo, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) invalidou essa versão após constatar 23 lesões pelo corpo da criança.








