Saiba detalhes do livro de Paola Serra sobre o caso Henry Borel

Livro reúne bastidores da investigação e aponta sinais de agressões ignorados antes da morte de Henry Borel, em 2021

atualizado

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Foto em preto e branco de Henry Borel
1 de 1 Foto em preto e branco de Henry Borel - Foto: Reprodução/Instagram

O julgamento dos acusados pela morte de Henry Borel, de 4 anos, começou nesta segunda-feira (23/3), no Rio de Janeiro (RJ), e reacendeu os holofotes sobre um dos casos mais emblemáticos do país.

Parte da repercussão nacional teve impulso com o livro Caso Henry: Morte Anunciada, da jornalista Paola Serra, que reuniu bastidores da investigação e ampliou a visibilidade do crime.

Publicada pela editora Máquina dos Livros, a obra apresenta detalhes da apuração jornalística e sustenta a tese de que a criança sofreu uma sequência de agressões antes de morrer, em março de 2021.

Veja alguns detalhes revelados no livro:

1 – Escolha do nome
A escolha do nome Henry teve significado simbólico para Monique Medeiros, que teria sonhado com o nome e pesquisado referências até optar pela versão de origem germânica, que significa “governante da casa” ou “príncipe do lar”. O registro foi feito pelo pai, Leniel Borel, no dia seguinte ao nascimento.

2 – Tentativas de obstrução
O livro descreve a conduta do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior após a morte do menino. Segundo a obra, ele enviou mensagens a executivos da saúde para evitar o encaminhamento do corpo ao Instituto Médico Legal e pediu agilidade na emissão do atestado de óbito. Também teria ligado para o então governador em exercício, Cláudio Castro, para saber como seriam conduzidas as investigações. A perícia apontou que o apartamento foi limpado antes da chegada da polícia.

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Henry Borel morreu aos 4 anos de idade
Henry Borel morreu aos 4 anos de idade
Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando
Jairinho e Monique são acusados pela morte do menino
Caso Henry: Morte Anunciada, de Paola Serra
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Caso Henry: Morte Anunciada, de Paola Serra

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Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando
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Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando

Arquivo Pessoal
Jairinho e Monique são acusados pela morte do menino
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Jairinho e Monique são acusados pela morte do menino

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3 – Prova crucial
A recuperação de mensagens apagadas do celular de Monique, por meio do software Cellebrite, revelou que, semanas antes da morte, a babá Thayna Ferreira relatou em tempo real uma sessão de agressões contra Henry no quarto do casal. Mesmo após discutir com Jairinho por telefone, Monique manteve o relacionamento e não afastou o filho.

4- Perfil dos acusados
A obra traça o perfil de Monique como alguém com forte preocupação com a própria imagem e uso frequente das redes sociais. Jairinho, por sua vez, aparece com histórico de comportamento violento, com relatos de ex-companheiras que citaram agressões contra seus filhos, incluindo chutes, pisões e tentativas de afogamento.

5 – Vaidade capilar de Jairinho
O livro também menciona a preocupação constante de Jairinho com a aparência, tendo uma rotina rígida de cuidados com cabelo e barba, e investimentos frequentes em tratamentos contra a calvície. Segundo o relato, o hábito chegou a interferir em compromissos profissionais.

Monique e Jairino serão julgados por um júri popular e responderão por crimes relacionados à morte de Henry. A decisão é tomada pela maioria dos votos. Se condenados, a pena de Jairinho pode atingir até 40 anos, enquanto a de Monique pode alcançar cerca de 35 anos.

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