Pai de Henry, Leniel Borel comenta júri: “5 anos que sei cada minuto”
Julgamento do caso que marcou o país pela morte do menino Henry Borel, aos 4 anos, começa nesta segunda-feira (23/3)
atualizado
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O pai do menino Henry, Leniel Borel, afirmou, nesta segunda-feira (23/3), que aguardava há cinco anos pelo início do julgamento. “São cinco anos que eu sei cada minutinho. Aqueles dois monstros nunca imaginaram que seriam presos, mas nós conseguimos”, relatou a jornalistas, em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Leniel também declarou que houve tentativas de interferência ao longo do processo.
“Um vereador, cinco mandados, com um pai deputado estadual, muito influente, que ligou para muita gente. Lutei muito para que eles fossem pronunciados. Tentaram soltar a Monique e Jairo, tinha a estratégia de soltar ela primeiro, e conseguiram no STJ, mas pedimos a verdade e conseguimos”, relatou Leniel.
Julgamento
O julgamento do caso que marcou o país pela morte do menino Henry Borel, aos 4 anos, começa nesta segunda, no tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
Os réus são o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e a mãe da criança, Monique Medeiros. Ambos serão julgados por um júri popular e responderão por crimes relacionados à morte de Henry. A decisão é tomada pela maioria dos votos.
Se condenados, a pena de Jairinho pode atingir até 40 anos, enquanto a de Monique pode alcançar cerca de 35 anos.
O processo envolve acusações de homício triplamente qualificado, além de tortura, coação no curso do processo e fraude processual.








