Janssen adia entrega de vacinas, e doses não chegam nesta terça-feira

Empresa ainda está organizando a carga e ajustando os voos para o Brasil. Laboratório vai enviar 3 milhões de doses ao país

atualizado 14/06/2021 15:04

VacinaGustavo Moreno / Especial para o Metrópoles

A farmacêutica Janssen, que enviaria 3 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 ao Brasil na terça-feira (15/6), adiou a entrega dos imunizantes.

A informação foi confirmada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na tarde desta segunda-feira (14/6). De acordo com o cardiologista, a previsão é que as vacinas cheguem ao Brasil na quarta-feira (16/6), mas ainda não há um calendário de entregas definido.

Em comunicado enviado ao Metrópoles, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, informou que o atraso está ligado a problemas de logística. De acordo com o gestor, a empresa ainda está organizando a carga e ajustando os voos para o Brasil.

A reportagem procurou o laboratório para falar sobre o tema. Em nota, a Janssen disse que segue “dialogando com o Ministério da Saúde e outras autoridades locais com o objetivo de disponibilizar a vacina no país o quanto antes”. A empresa, no entanto, não informou data exata para a entrega das doses.

“A companhia está comprometida em oferecer acesso global igualitário à sua vacina contra a Covid-19, em um modelo sem fins lucrativos, para uso emergencial durante a pandemia. Como parte deste compromisso, reconhece a importância de assegurar que as pessoas no Brasil tenham acesso ágil à sua vacina”, informou a Janssen.

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Aplicação

Mais cedo, o ministro Marcelo Queiroga informou que a expectativa era que o avião com as 3 milhões de doses do fármaco pousasse em Guarulhos, São Paulo, na terça-feira (15/6). Os imunizantes têm validade até o dia 27 de junho, mas Queiroga garantiu que as unidades da vacina serão aplicadas antes do prazo de expiração.

Segundo o cardiologista, as doses serão distribuídas às capitais de acordo com as decisões tomadas no conselho tripartite — formado pelo Ministério da Saúde, pelo Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e pelo Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems).

“Será rapidamente aplicada, porque nossa capacidade de vacinar é muito boa, e não vai haver perda dessas vacinas. Todas as questões são pactuadas na tripartite”, afirmou o titular do órgão federal.

A vacina da Janssen é eficaz contra a Covid-19 com apenas uma aplicação. Portanto, 3 milhões de doses equivalem a 3 milhões de pessoas protegidas. O país tem um contrato firmado com a farmacêutica, para o fornecimento de 38 milhões de unidades do fármaco. As doses estavam previstas para o fim do ano, mas parte das entregas foi adiantada e chega ao país nesta semana.

Contrato

No sábado (12/6), Queiroga anunciou que a farmacêutica reduziu em 25% o valor do contrato de 38 milhões de doses. Com a mudança, o governo federal economizou aproximadamente R$ 480 milhões do investimento inicial, que era de R$ 2,07 bilhões. O custo de cada dose da vacina será de US$ 10.

O ministro pontuou que a negociação com a Janssen para a redução do valor contratual fez com que a população brasileira reconhecesse positivamente as ações da pasta da Saúde para a imunização contra a Covid-19.

“Até os críticos já moderam os tons das suas falas, porque estão vendo o trabalho que o MS tem feito. Não nos preocupamos com críticas, mas, às vezes, elas são construtivas e nos ajudam a seguir caminhos melhores no ministério”, afirmou.

 

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