Metrópoles vence XIII Prêmio República, promovido pelo MPF
Documentário que compõe a reportagem O assédio sexual nos câmpus em 128 atos foi escolhido como melhor trabalho jornalístico audiovisual
atualizado
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O Metrópoles venceu o XIII Prêmio República de jornalismo, promovido pela Associação Nacional de Procuradores (ANPR). O documentário que compõe a reportagem multimídia O assédio sexual nos câmpus em 128 atos foi escolhido como melhor trabalho jornalístico audiovisual inscrito no concurso. A premiação foi entregue nesta quarta-feira (26/11), em cerimônia realizada na Procuradoria-Geral da República (PGR).
A reportagem multimídia O assédio sexual nos câmpus em 128 atos é resultado de uma investigação de nove meses, período no qual os jornalistas Tácio Lorran, Melissa Duarte e Manoel Marçal analisaram processos administrativos disciplinares (PADs) em que professores ou servidores de universidades e institutos federais de pesquisa foram punidos por assédio sexual ou condutas de conotação sexual.
Veja a reportagem O assédio sexual nos câmpus em 128 atos.
Obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI), os dados permitiram a realização de um dossiê inédito sobre as violências e os constrangimentos aos quais as mulheres – a maioria das 265 vítimas é do sexo feminino – estão submetidas apenas por frequentarem ambientes de ensino no Brasil, e os motivos que levam as instituições de ensino a falharem em protegê-las.
O fotógrafo Vinícius Schmidt, responsável pela captação de imagens para a matéria, e a repórter Melissa Duarte percorreram 5.637 km, entre Minas Gerais, Rio de Janeiro, Sergipe e Distrito Federal, para entrevistar vítimas que se dispuseram a falar sobre as situações de violência a que foram expostas.
No documentário, Beatriz Oliveira, Elizângela de Jesus Oliveira, Mariana Costa e Mariana Sobrinho, que sofreram situações de assédio e abuso, desabafaram sobre suas dores, na expectativa de interromper a espiral de silêncio que privilegia os agressores.
Veja o documentário O assédio sexual nos câmpus em 128 atos.
Equipe multimídia
Participaram da concepção e elaboração do projeto a CEO do Metrópoles, Lilian Tahan, o diretor de redação, Otto Valle, a editora-chefe, Márcia Delgado, e a diretora de Operações e Inovação, Olívia Meireles. A edição foi feita por Érica Montenegro e Tácio Lorran. A apuração da reportagem coube a Tácio Lorran, Melissa Duarte e Manuel Marçal.
As fotografias e a captação de vídeo foram feitas por Vinícius Schmidt. A edição de fotos coube a Daniel Ferreira e Michael Melo. O diretor de Arte do Metrópoles, Gui Prímola, e os designers Lara Abreu e Gabriel Lucas são responsáveis pelo projeto visual da reportagem. Gabriel Foster, Leonardo Hladczuk, Bethânia Cristina, Giuliano Gazzoni, Sarah Chaves, Blandu Correia, João Marcos Gomes e Artur Darwich cuidaram da edição, montagem e finalização do vídeo.
O desenvolvimento tecnológico ficou sob a responsabilidade de Ítalo Ridney, André Marques e Saulo Marques.
Prêmio República
Essa não é a primeira vez que o Metrópoles se destaca no Prêmio República. Em 2024, o portal foi finalista com a reportagem PCC 30 anos: de sindicato a máfia, de Alfredo Henrique e Felipe Resk. Em 2022, venceu a categoria Jornalismo Escrito, com a reportagem Um Quarto no Jacarezinho. O portal ainda concorreu na mesma edição com os trabalhos O Brasil que Passa Fome e Maceió está Afundando.
Em 2020, a reportagem Os Segredos dos Arautos competiu na categoria Webjornalismo. Na edição anterior, a matéria O Levante dos Ribeirinhos disputou o título na mesma categoria.
