Metrópoles tem dois indicados para o prêmio Cláudio Weber Abramo
"O assédio sexual nos câmpus em 128 atos" e "A Política da Bala" estão entre os melhores trabalhos de jornalismo de dados do ano passado

Duas reportagens do Metrópoles são finalistas do Prêmio Cláudio Weber Abramo de Jornalismo, iniciativa da Escola de Dados (Open Knowledge Brasil), da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e da Transparência Brasil.
As reportagens “O assédio sexual nos câmpus em 128 atos” e “A Política da Bala” foram escolhidas entre os 12 melhores trabalhos do ano e, agora, passam para a próxima etapa do concurso, que apontará os vencedores. A premiação ocorrerá no dia 12 de novembro, durante a Conferência Brasileira de Jornalismo de Dados e Métodos Digitais o (Coda.Br 2026), em São Paulo (SP).
Assédio sexual
A reportagem “O assédio sexual nos câmpus em 128 atos” concorre na categoria Dados Abertos, destinada a trabalhos realizados graças à Lei de Acesso à Informação (LAI) ou à abertura de bases de dados públicas. O material é resultado de uma investigação de nove meses, conduzida pelos jornalistas Tácio Lorran, Melissa Duarte e Manuel Marçal.
O trio analisou processos administrativos disciplinares (PADs) em que professores ou servidores de universidades e institutos federais de pesquisa foram punidos por assédio sexual ou condutas de conotação sexual.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesObtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI), os dados permitiram a realização de um dossiê inédito no Brasil sobre as violências e os constrangimentos aos quais as mulheres – a maioria das 265 vítimas é do sexo feminino – estão submetidas em ambientes de ensino.
Leia a matéria especial “O assédio sexual nos câmpus em 128 atos”.
Diagnóstico completo
O material também avança ao realizar um diagnóstico sobre as falhas que atrapalham o combate ao assédio nas instituições. A reportagem apurou situações de constrangimento ou violência em 59 universidades e institutos federais e disponibilizou um mapa interativo para que o leitor pudesse pesquisar detalhes do que aconteceu na instituição de ensino de seu interesse e qual foi o encaminhamento do caso.
Participaram da concepção e elaboração do projeto a CEO do Metrópoles, Lilian Tahan, o diretor de redação, Otto Valle, a editora-chefe, Márcia Delgado, e a diretora de Operações e Inovação, Olívia Meireles. A edição foi feita por Érica Montenegro e Tácio Lorran. A apuração da reportagem coube a Tácio Lorran, Melissa Duarte e Manuel Marçal.
As fotografias e a captação de vídeo foram feitas por Vinícius Schmidt. A edição de fotos coube a Daniel Ferreira e Michael Melo. O diretor de Arte do Metrópoles, Gui Prímola, e os designers Lara Abreu e Gabriel Lucas são responsáveis pelo projeto visual da reportagem. Gabriel Foster, Leonardo Hladczuk, Bethânia Cristina, Giuliano Gazzoni, Sarah Chaves, Blandu Correia, João Marcos Gomes e Artur Darwich cuidaram da edição, montagem e finalização do vídeo. Juliana Garcês foi responsável pela revisão.
O desenvolvimento tecnológico ficou sob a responsabilidade de Ítalo Ridney, André Marques e Saulo Marques.
Violência policial
A reportagem “A Política da Bala” concorre ao prêmio na categoria Investigação, destinada a reportagens de alto impacto social, que aplicam a análise de dados para lançar luz a tópicos de interesse público.
O material produzido por Artur Rodrigues e Renan Porto faz uma radiografia inédita sobre a alta letalidade da Polícia Militar de São Paulo, sob a gestão do governador Tarcísio de Freitas e do então secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite. Foram nove meses de trabalho minucioso, durante os quais os jornalistas obtiveram relatórios policiais, um a um, por meio de suas fontes, e localizaram os registros judiciais relacionados a cada caso.
Leia a matéria especial “A Política da Bala”.
Dados inéditos
A análise das informações mostrou que 85 pessoas mortas pela polícia estavam desarmadas e 47 acabaram baleadas pelas costas, contrariando protocolos que autorizam reação policial a tiros apenas em caso de grave ameaça à vida dos policiais. Os dados também revelaram a existência de uma espécie de “pelotão da morte” na Polícia Militar de São Paulo: um pequeno número de oficiais foi responsável por mais de 20% dos homicídios registrados no período.
Recursos multimídia
A reportagem conta com um minidoc produzido por Rodrigo Freitas. A edição do material coube a Fabio Leite, e a revisão do texto ficou a cargo de Juliana Garcês. Participaram da concepção do material Lilian Tahan, Otto Valle, Márcia Delgado, Olívia Meireles e Érica Montenegro.
O projeto gráfico é de Guí Prímola, Lygia Lyra e Gabriel Lucas. A pesquisa de imagens foi feita por Daniel Ferreira e Michael Melo, e o desenvolvimento tecnológico do projeto coube a Ítalo Ridney, Caio Sales e Saulo Marques.



