Metrópoles tem dois finalistas no 13º Prêmio República
Duas reportagens do Metrópoles estão entre os finalistas do prêmio promovido pela Associação Nacional dos Procuradores da República
atualizado
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Duas reportagens do Metrópoles estão entre os trabalhos jornalísticos selecionados como finalistas para o 13º Prêmio República, promovido pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). A premiação valoriza publicações que abordem temas de direitos humanos, cidadania e enfrentamento à criminalidade. Na disputa com o portal, estão trabalhos da Folha de S. Paulo, O Globo, Globonews e G1.
A reportagem multimídia A Política da Bala, de autoria de Artur Rodrigues e Renan Porto, foi selecionada entre os quatro finalistas da categoria de Jornalismo Escrito. A reportagem O assédio sexual nos câmpus em 128 atos, de autoria de Tácio Lorran, Melissa Duarte e Manuel Marçal, foi escolhida entre os três finalistas da categoria Jornalismo Audiovisual.
Saiba mais sobre as reportagens:
O assédio sexual nos câmpus em 128 atos
A reportagem multimídia O assédio sexual nos câmpus em 128 atos é resultado de uma investigação de nove meses, período no qual a equipe do Metrópoles analisou processos administrativos disciplinares (PADs) em que professores ou servidores de universidades e institutos federais de pesquisa foram punidos por assédio sexual ou condutas de conotação sexual.
Obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI), os dados permitiram a realização de um dossiê inédito sobre as violências e os constrangimentos aos quais as mulheres – a maioria das 265 vítimas é do sexo feminino – estão submetidas apenas por frequentarem ambientes de ensino no Brasil.
A reportagem apurou situações de constrangimento ou violência em 59 universidades e institutos federais e disponibilizou um mapa interativo para que o leitor pudessse pesquisar detalhes do que aconteceu na instituição de ensino de seu interesse e qual foi o encaminhamento do caso.
Os repórteres também percorreram 5.637 km em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Sergipe e no Distrito Federal para ouvir mulheres que se dispuseram a falar sobre as situações de violência sofrida. No documentário que acompanha o material multimídia, Beatriz Oliveira, Elizângela de Jesus Oliveira, Mariana Costa e Mariana Sobrinho rememoram suas dores na expectativa de interromper a espiral de silêncio que privilegia os agressores.
A Política da Bala faz uma radiografia inédita em formato multimídia sobre o que está por trás da alta na letalidade da PM de São Paulo, sob a gestão do governador Tarcísio de Freitas e do secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite.
O esforço jornalístico envolveu a obtenção de boletins de ocorrência, processos judiciais, laudos criminais e vídeos relativos a 227 casos em que ocorreram 246 “mortes decorrentes de intervenção policial”. A análise dos documentos mostrou que 85 pessoas foram mortas enquanto estavam desarmadas e 47 foram baleadas pelas costas, contrariando os protocolos que autorizam a reação a tiros apenas em caso de grave ameaça à vida dos policiais.
A reportagem também mostrou a existência de um “pelotão da morte” na Polícia Militar de São Paulo, um pequeno número de policiais responsáveis por mais de 20% dos homicídios registrados no período. O projeto venceu a categoria Produção Jornalística em Multimídia do 47º prêmio Vladimir Herzog na última segunda-feira (7/10).
Prêmio República
Essa não é a primeira vez que o Metrópoles se destaca no Prêmio República. Em 2024, o portal foi finalista com a reportagem PCC 30 anos: de sindicato a máfia, de Alfredo Henrique e Felipe Resk. Em 2022, venceu a categoria Jornalismo Escrito com a reportagem Um Quarto no Jacarezinho. O portal ainda concorreu na mesma edição com os trabalhos O Brasil que Passa Fome e Maceió está Afundando. Em 2020, a reportagem Os Segredos dos Arautos competiu na categoria Webjornalismo. Na edição anterior, a matéria O Levante dos Ribeirinhos disputou o título na mesma categoria.
