Homem que bateu com arma no rosto de cliente em GO é PM. Veja vídeo

Tenente perderá cargo comissionado que ocupa no Procon depois de ser filmado agredindo cliente; ele também responderá a processo disciplinar

atualizado 26/07/2021 12:18

pm agride cliente goiásReprodução

Goiânia – O homem que aparece em vídeo, com uma arma em punho, agredindo um cliente de bar, na madrugada de domingo (25/7), em Santa Terezinha de Goiás, no norte do estado, é oficial da Polícia Militar do estado. Identificado pela própria corporação como o segundo tenente Wilson Silva de Oliveira, ele será exonerado de um cargo comissionado que ocupava no Governo de Goiás.

Ele também enfrentará procedimento disciplinar para apuração da conduta. Vídeo feito no momento da agressão, mostra quando oficial dá um chute um tapa no rosto de de um cliente do bar Casa da Cerveja.

Veja imagens:

O militar efetua os golpes contra a vítima enquanto empunha uma pistola na mão direita. Uma mulher tenta contê-lo. O estabelecimento estava lotado de clientes e a agressão ocorreu diante várias pessoas. O policial estava fora do horário de serviço no momento da agressão.

De acordo com testemunhas, a confusão começou porque o militar entendeu que um dos clientes do bar tinha se insinuado para a mulher que acompanhava o tenente.

Exoneração

Procurada pelo Metrópoles, a Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSPGO), informou que foram tomadas as providências para exoneração do policial da função comissionada.

Wilson tem um cargo comissionado de gerente de atendimento da Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor (Procon).

Em nota, a SSPGO também informa que determinou a instauração de um procedimento administrativo disciplinar para apurar a conduta do militar.

Ainda no documento, a secretaria chama a ocorrência de ação isolada, que não condiz com as diretrizes das instituições que compõem o órgão.

O tenente Wilson foi procurado por ligação e mensagem de WhatsApp, mas não respondeu até a publicação desta matéria.

Recorrente

Goiás tem sido palco de uma série de episódios de violência policial. Alguns casos com repercussão nacional. Na quarta-feira (21/7), o advogado Orcélio Ferreira Silvério Júnior foi agredido por policiais do Grupamento de Intervenção Rápida Ostensiva (Giro), nas imediações do terminal Praça da Bíblia, região leste da capital goiana.

O jurista levou uma série de tapas, socos e foi arrastado pelo chão, mesmo estando algemado com as mãos para trás, após tentar interceder por um homem em situação de rua, que também foi agredido pelos agentes.

Agressão em Goiânia
Advogado foi agredido e arrastado durante abordagem policial

No dia 18/7, dois adolescentes denunciaram que foram vítimas de uma interpelação violenta de policiais militares e acreditam que tenham sido vítimas de racismo, pois são negros e levaram tapas no rosto, enquanto outro rapaz do grupo, branco, não apanhou.

O caso ocorreu em Aruanã, cidade turística na região oeste do estado, às margens do Rio Araguaia.

Dias antes, uma haitiana sofreu uma abordagem violenta no município de Anápolis, a cerca de 55 km de distância da capital goiana. Câmeras de segurança flagraram o momento em que a mulher leva um golpe no pescoço, mais conhecido como mata-leão, de um policial militar.

youtuber negro
Jovem negro reclama de perseguição policial

O ciclista Filipe Ferreira, de 29 anos, anunciou em seu canal no YouTube, no final do mês de junho, que decidiu se mudar de cidade depois de se sentir intimidado por policiais militares.

Ele foi vítima de uma abordagem policial constrangedora na manhã de 28/5 deste ano em uma praça de Cidade Ocidental, Entorno do Distrito Federal, e denunciou o caso nas redes sociais.

Posteriormente, a justiça decidiu arquivar denúncias feitas pelo Ministério Público contra os dois policiais. O órgão recorreu da decisão.

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